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Putin e Xi discutem assuntos durante visita a Pequim, uma semana após Trump

Putin e Xi assinam mais de vinte acordos e fortalecem a parceria estratégica, incluindo o gasoduto Força da Sibéria Dois, em meio à defesa de uma ordem mundial multipolar

Putin e Xi Jinping assinaram mais de 20 acordos comerciais e tecnológicos, além de uma declaração sobre uma "ordem mundial multipolar"
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  • Putin visitou Pequim e disse que os laços com a China alcançaram um nível sem precedentes, com mais de vinte acordos comerciais e tecnológicos assinados e uma declaração sobre uma ordem mundial multipolar.
  • Sobre o gasoduto Força da Sibéria 2, houve entendimento sobre trajeto e método de construção, com capacidade de até cinquenta bilhões de metros cúbicos por ano; algumas nuances ainda precisam ser definidas.
  • O acordo envolve a Gazprom e a Corporação Nacional de Petróleo da China (CNPC); o projeto pode ganhar importância para a Rússia diante de sanções e pressão econômica, já que a China é seu principal parceiro comercial.
  • O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que as relações chegaram ao mais alto nível de parceria estratégica abrangente e destacou a intensificação da cooperação em inteligência artificial e inovação tecnológica.
  • Putin reiterou disposição de manter fornecimento estável de energia à China; também mencionou a possibilidade de um encontro com Donald Trump na cúpula da Apec, em Shenzhen, sem confirmação oficial.

Putin visita Pequim e, ao lado de Xi Jinping, assina mais de 20 acordos comerciais e tecnológicos. A investida ocorre em 20 de maio, na China, em plena realização de reuniões oficiais. O objetivo é fortalecer a parceria e discutir caminhos para uma ordem mundial multipolar.

Durante a visita, os dois líderes enfatizaram o crescimento conjunto e a cooperação em inteligência artificial e inovação tecnológica. Putin informou que a Rússia manterá o fornecimento de energia para a China, mesmo diante de pressões externas.

O destaque financeiro envolve mais de 20 acordos entre empresas russas e chinesas. Os entendimentos abrangem áreas de comércio e tecnologia, além de uma declaração comum sobre uma nova ordem global.

Gasoduto Força da Sibéria 2 aparece como tema central. O trajeto proposto conectaria Yamal à China via Mongólia, com capacidade de até 50 bilhões de m³ por ano. O andamento depende de ajustes técnicos e negociações entre as partes.

Segundo o porta-voz de Putin, algumas nuances ainda precisam ser definidas, mas já existe entendimento sobre o projeto. Detalhes adicionais, como cronogramas, não foram divulgados.

Analistas avaliam que o gasoduto pode ganhar relevância diante de sanções ocidentais e da necessidade russa de diversificar mercados. A China continua sendo o principal parceiro comercial de Moscou, incluindo petróleo e gás.

Xi Jinping afirmou que as relações com a Rússia atingiram o mais alto nível de parceria estratégica abrangente. Os dois países prometem ampliar cooperação em áreas digitais e de inovação tecnológica.

Em Pequim, Putin ressaltou que a Rússia está pronta para manter o fornecimento estável de energia à China. Ambos destacaram a proteção de relações comerciais contra influências externas. Perguntas de jornalistas não foram respondidas no local.

A reunião entre Putin e Xi ocorreu uma semana após a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China. Analistas veem a proximidade sino-russa como parte de uma estratégia comum frente a pressões globais.

Durante o encontro, o porta-voz de Putin, Dmitry Peskov, não descartou a possibilidade de um encontro entre Putin e Trump na cúpula da Apec. O evento está marcado para novembro, em Shenzhen, na China.

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