- Três ex-participantes acusam estupro e agressão sexual em Married at First Sight UK; governo britânico classifica as denúncias como graves e investigações são consideradas pela polícia e pelo regulador Ofcom.
- Channel 4 diz ter agido rápido quando preocupações de bem-estar foram levantadas; CPL afirma que os protocolos de proteção são de alto padrão e já teriam atuado adequadamente.
- Críticos questionam se o formato, que incentiva relacionamentos rápidos, aumenta os riscos; deputada Caroline Dinenage caracteriza o programa como “tragédia anunciada”.
- A produção afirma que houve revisão externa encomendada recentemente sobre bem-estar; ex-participantes relatam falhas nas proteções, enquanto alguns envolvidos defendem a eficácia dos procedimentos.
- A próxima temporada, já gravada, está prevista para ir ao ar no outono europeu, mas enfrenta pressão financeira e suspensão do maior patrocinador, o que pode levar a adiamento ou cancelamento.
O Channel 4 enfrenta acusações gravíssimas envolvendo o reality Married at First Sight UK, produzido pela CPL. Três mulheres que participaram do programa afirmam ter sido vítimas de estupro e agressão sexual durante as gravações. As denúncias passaram a ganhar atenção pública após a cobertura de meio de comunicação britânico.
As investigações ganham relevância ao questionar como a polícia pode agir e como o regulador Ofcom irá revisar as medidas de bem-estar. O Departamento de Cultura, Mídia e Esporte afirmou que as denúncias precisam ser investigadas. A Channel 4 também pediu avaliação externa sobre proteção aos participantes.
A CPL sustenta que seus protocolos de proteção são avançados e que agiu com rapidez com base nas informações disponíveis na época. Ex-participantes, porém, relatam falhas e pedem ações mais efetivas para evitar abusos em formatos similares.
O programa, exibido regularmente para milhões de espectadores, é destinatário de críticas sobre o formato que expõe pessoas a riscos. Deputados e especialistas questionam se regras de bem-estar são suficientes para prevenir abusos em reality shows desse tipo.
A produção afirma que ações rápidas foram tomadas quando surgiram preocupações. Reguladores e autoridades avaliam se houve demora ou falhas na resposta às denúncias, bem como se houve transparência nas decisões tomadas.
A próxima temporada, já gravada, segue prevista para o outono europeu. O principal patrocinador suspendeu seu envolvimento, elevando a pressão sobre a emissora e a CPL para definir o futuro do formato.
Financeiramente, o Channel 4 enfrenta desafios após queda de receitas publicitárias. Em 2023, a empresa registrou um déficit significativo e busca diversificar fontes de renda, com resultados financeiros que serão divulgados em breve.
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