- Os corpos dos dois últimos mergulhadores italianos mortos na semana passada foram resgatados nesta quarta-feira, 20, dentro de uma caverna subaquática no atol de Vaavu, nas Maldivas.
- Ao todo, cinco italianos faziam parte do grupo; um corpo foi recuperado no dia do acidente e outros dois foram encontrados na terça-feira, a 60 metros de profundidade.
- O porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, informou que os dois últimos mergulhadores foram retirados da caverna e levados à superfície.
- A Universidade de Gênova afirmou que a atividade de mergulho não fazia parte da missão científica e foi realizada a título pessoal; os pedidos foram apresentados fora do escopo autorizado.
- A licença de operação do barco utilizado na expedição foi suspensa enquanto as investigações avançam; um mergulhador da Força Nacional de Defesa das Maldivas morreu por descompressão após ser hospitalizado.
Dois mergulhadores italianos morreram em uma caverna subaquática nas Maldivas, levando ao resgate de corpos concluído nesta quarta-feira (20). O grupo de cinco italianos participava de uma exploração na caverna profunda no atol de Vaavu, na quinta-feira (14). Um corpo foi recuperado no mesmo dia; os outros dois foram encontrados na terça-feira (19) a 60 metros de profundidade.
O porta-voz do governo das Maldivas, Mohamed Hussain Shareef, confirmou que os dois últimos mergulhadores foram retirados no interior da caverna e levados à superfície. O caso é o mais grave já registrado no destino turístico no Oceano Índico.
Os cinco falecidos incluem Monica Montefalcone, professora de biologia marinha, sua filha e dois jovens pesquisadores, segundo a Universidade de Gênova. O instrutor do grupo também está entre as vítimas, conforme comunicado da instituição.
Um mergulhador da Força Nacional de Defesa das Maldivas (MNDF), que integrava as buscas, morreu no sábado (16) por complicações de descompressão após hospitalização. A morte levou à suspensão das buscas, provocando a intervenção internacional da Itália.
Organização e autorização de mergulho
O jornal Corriere della Sera afirmou que a atividade não fazia parte da missão científica. Segundo a universidade, os mergulhos ocorreram a título pessoal e fora do escopo autorizado. As Maldivas não permitem mergulho turístico superior a 30 metros.
As autoridades aguardam os resultados da investigação. Enquanto isso, a licença de operação do barco utilizado pelo grupo foi suspensa.
Contexto na região
As Maldivas formam um arquipélago de 1.192 ilhas de coral, estendidas por cerca de 800 km no oceano Índico. O país é conhecido por destinos de luxo e mergulho. Acidentes ligados a esportes aquáticos existem, mas continuam relativamente incomuns. Com AFP.
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