- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que o governo de Donald Trump está pronto para abrir um novo capítulo na relação com Cuba e oferecer uma parceria direta ao povo cubano, sem intermediação do governo da ilha.
- Rubio afirmou que a crise econômica e energética de Cuba é causada pela elite militar que controla a economia local, especialmente pela Gaesa (Grupo de Administração Empresarial SA), ligada às Forças Armadas cubanas.
- Segundo ele, a Gaesa controla cerca de 70% da economia cubana e possui ativos estimados em US$ 18 bilhões.
- O secretário afirmou que as dificuldades do povo não derivam apenas do embargo, mas da atuação da Gaesa.
- Como parte da iniciativa, o governo americano oferece US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos, a serem distribuídos por entidades independentes, como a Igreja Católica, para evitar controle estatal.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira, 20, que o governo de Donald Trump está disposto a abrir um novo capítulo nas relações com Cuba e buscar uma parceria direta com o povo cubano, sem intermediários do governo da ilha. A declaração foi veiculada em espanhol pelo X.
Rubio saiu em defesa de uma leitura crítica da atual gestão econômica de Cuba, atribuindo a crise energética e a escassez a uma aliança militar interna. Segundo ele, o Gaesa, grupo ligado às Forças Armadas, domina grande parte da economia cubana e compromete o bem-estar da população.
De acordo com o chanceler, o Gaesa controlaria cerca de 70% da atividade econômica do país, com ativos que somariam US$ 18 bilhões. O político alegou que recursos públicos são desviados para hotéis, negócios privados e ativos no exterior, agravando as dificuldades cotidianas.
Como parte da iniciativa, Rubio anunciou um aporte de US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos, a ser distribuído por entidades independentes, entre elas a Igreja Católica, para evitar o controle estatal. A meta é alcançar ajuda direta ao povo cubano.
Novo modelo de relação
Rubio defendeu ainda uma abertura econômica e política em Cuba, citando a possibilidade de cidadãos comuns terem propriedade de empresas, bancos e veículos de comunicação, além da participação em eleições livres. A proposta é apresentada como parte de uma relação bilateral mais direta entre os povos.
O chanceler ressaltou que a única barreira ao futuro desejado seria a influência daqueles que controlam o país, segundo a leitura apresentada por ele. A iniciativa, segundo Rubio, busca favorecer a transição para um modelo mais aberto e participativo.
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