- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, lançou, em espanhol, a ideia de uma “nova Cuba” e ofereceu US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos em troca de cooperação com o governo de Donald Trump.
- Rubio afirma que Cuba é controlada pela Gaesa, um “Estado dentro do Estado” ligado aos militares, que monopoliza lucros para uma elite.
- O governo dos EUA propõe que os cubanos possam ter participação econômica direta, incluindo negócios e mídia, caso haja mudança de regime.
- A distribuição dos US$ 100 milhões pode ficar a cargo da Igreja Católica ou de outros grupos beneficentes considerados confiáveis pelos EUA.
- Embaixada de Cuba em Washington acusa Rubio de mentir; Díaz-Canel alerta que qualquer ação militar dos EUA geraria consequências graves, enquanto Havana nega ameaça à América.
Em uma mensagem em espanhol, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, propôs abrir uma nova relação com Cuba. Ele anunciou a disponibilidade de US$ 100 milhões em alimentos e remédios para o povo cubano, em troca de cooperação com a gestão de Donald Trump.
Rubio, que é filho de cubanos que migraram para a Flórida, afirmou que a atual Cuba não é governada por uma revolução, e sim pela Gaesa, um conglomerado militar que controla parte relevante da economia. Segundo ele, a ideia é permitir que cidadãos tenham participação econômica ampla, não apenas o regime.
O anúncio ocorreu no Dia da Independência de Cuba. Rubio sugeriu que a distribuição dos recursos poderia ficar a cargo da Igreja Católica ou de entidades beneficentes confiáveis pelos EUA.
Reação de Havana e contexto internacional
A embaixada de Cuba em Washington afirmou que Rubio mentiu, acusando os EUA de agressão contra a ilha. Em nota publicada nas redes, o governo cubano afirmou que não há justificativa para qualquer agressão.
O vídeo foi divulgado pelo Departamento de Estado em meio a rumores de possibilidade de intervenção militar. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, disse que qualquer ação militar dos EUA provocaria um banho de sangue e ressaltou o direito de defesa de Cuba.
Díaz-Canel ressaltou em publicação no X que Cuba não representa ameaça a Washington e não tem planos agressivos. No dia anterior, a imprensa norte-americana informou que Cuba teria adquirido mais de 300 drones de Rússia e Irã, com potencial uso contra alvos próximos aos EUA.
###Pressão econômica e possíveis desdobramentos
O governo dos EUA intensificou o bloqueio a Cuba, ameaçando sanções contra países que exportam combustível para a ilha. A medida tem causado apagões e agravado a crise econômica, com protestos da população.
Nesta semana, o governo Trump anunciou novas sanções contra integrantes da cúpula cubana. A administração classifica o governo cubano como corrupto e incompetente e sinaliza abertura para substituição por lideranças mais pragmáticas.
Segundo o Politico, a gestão tem considerado a possibilidade de ação militar com maior probabilidade de ocorrer caso as opções diplomáticas não surjam efeito. Autoridades indicam que o cenário militar não está iminente, mas está sendo avaliado.
A Procuradoria-Geral dos EUA estuda novas medidas contra Raúl Castro, ex-presidente cubano, em meio a especulações sobre possíveis operações de extração. O Comando Sul dos EUA também tem conduzido reuniões de planejamento sobre cenários de intervenção, sem previsão de ação imediata.
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