- A epidemia de Ebola do soro Bundibugyo se espalha pela região de Ituri, na República Democrática do Congo, com casos confirmados chegando a Kampala, na Uganda.
- A Organização Mundial da Saúde declarou a doença como emergência de saúde internacional em 16 de maio. Não há vacina nem tratamento específico para essa cepa.
- Observadores dizem que cortes de financiamento dos Estados Unidos para a USAID, CDC e a retirada da OMS contribuíram para uma resposta fragmentada e atraso na contenção.
- Profissionais de saúde relatam falta de equipamentos básicos, como máscaras e álcool em gel, prejudicando a capacidade de reagir rapidamente.
- Analistas alertam que a situação pode se espalhar e pedir medidas rápidas para evitar que o surto se alastre para outros países, incluindo os EUA.
O surto de Ebola no leste da República Democrática do Congo se agravou diante de cortes de financiamento em ajuda externa, segundo profissionais de saúde pública. A situação foi marcada por falhas na aquisição de equipamentos básicos, como máscaras e álcool em gel, e por atrasos na testagem.
Especialistas ouvidos pela WIRED apontam que o enfraquecimento do sistema de resposta se deve ao fechamento da USAID e a outras reduções de recursos. O resultado é uma resposta fragmentada e uma força de trabalho já esgotada, com dificuldades para reagir rapidamente.
O Ebola da cepa Bundibugyo foi declarado emergência internacional pela Organização Mundial da Saúde em 16 de maio. Até 19 de maio, havia mais de 530 casos confirmados e 134 mortes; a taxa de letalidade prevista fica entre 25% e 50%.
O surto teve início na região de Ituri, na DRC, próxima à fronteira com o Sudão do Sul e Uganda, área com fluxo de refugiados. Já houve casos confirmados em Kampala, capital de Uganda, vindos do Congo, e a circulação de peregrinos aumenta o risco de transmissão regional.
Entre os impactos estão reduções de pessoal e de capacidade de resposta. A CDC informou que suas equipes no terreno enfrentam esgotamento, com necessidade de reposição de recursos para manter operações contínuas de vigilância, diagnóstico e contenção.
O ASF (Departamento de Governança Eficiente) de Elon Musk, conhecido como DOGE, foi citado como responsável por cortes adicionais em financiamentos e pela redução de apoio de organizações internacionais. A mobilização de recursos e a coordenação com a OMS passaram a enfrentar gargalos significativos.
Especialistas ressaltam que interrupções em vigilância, cadeia de suprimentos, operações laboratoriais e campanhas de vacinação aumentam o tempo para identificar casos e aplicar medidas de contenção rapidamente. A falta de financiamento compromete a capacidade de resposta.
Alguns profissionais destacam a necessidade de manter parcerias internacionais em operação, mesmo diante de cortes de orçamento. A retirada dos EUA da OMS, iniciada no início do segundo mandato de Trump, agravou déficits de financiamento e redução de pessoal, segundo relatos de especialistas.
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