- Trump disse que não tem pressa e pretende “dar uma chance” para avanços diplomáticos com o Irã; a terceira proposta de Teerã para encerrar a guerra foi rejeitada pelos EUA na segunda-feira, dia 18.
- Antes de partir para Connecticut, onde fará um discurso, o presidente americano comentou que o líder israelenseBenjamin Netanyahu “fará o que eu quiser que ele faça” em meio à crise no Oriente Médio.
- Trump disse que vai conversar com o líder de Taiwan antes de decidir sobre um novo pacote de armas à ilha; afirmou que o tema foi discutido com o presidente chinês, Xi Jinping.
- O presidente taiwanês, Lai Ching-te, afirmou que as compras de armas dos EUA são centrais para dissuasão e estabilidade regional.
- Trump comentou a aproximação entre China e Rússia, disse ter boas relações com Xi e Putin, e afirmou que a recepção de Xi foi melhor do que a de Putin.
Após ameaças, Trump diz que vai dar uma chance para avanços diplomáticos com o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que não há pressa para discutir o Irã e que pretende abrir espaço para avanços diplomáticos, mesmo após a rejeição, na segunda-feira (18), da terceira proposta de Teerã para encerrar a guerra no conflito regional.
A fala ocorreu antes de Trump embarcar para Connecticut, onde participará de um evento da Guarda Costeira, e reforçou a ideia de que os EUA vão dar uma chance aos contatos com o governo iraniano. O anúncio mantém o tom de cautela empregado pelo governo americano.
Sobre a relação com Israel, Trump mencionou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deverá seguir o que ele considera adequado para a condução da crise no Oriente Médio, em meio a divergências sobre estratégias regionais. A declaração enfatiza alinhamento político entre as lideranças.
No campo externo, o presidente sinalizou que manterá conversa com o líder de Taiwan antes de tomar uma decisão sobre um eventual novo pacote de armas à ilha, sem fixes de data. A estratégia envolve o diálogo com Beijing, destacado em reuniões recentes com o presidente chinês, Xi Jinping.
Trump descreveu Taiwan como uma ferramenta estratégica nas negociações com a China. A posição gerou preocupações em Taipei, onde o presidente Lai Ching-te explicou que compras dos EUA são centrais para dissuasão e estabilidade regional, segundo fontes oficiais.
Paralelamente, o chefe de Estado americano comentou sobre a aproximação entre China e Rússia, dizendo considerar positivo o encontro entre Xi e Vladimir Putin. A fala ressalta a percepção de relacionamento pessoal entre os líderes, sem indicar mudanças de política imediatas.
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