- A União Europeia chegou a um consenso provisório para aplicar o acordo comercial com os EUA, após a pressão de Donald Trump, que ameaçava elevar tarifas de 15% para 25% sobre automóveis e caminhões europeus.
- O acordo, assinado em julho de 2025, ainda não estava em vigor na UE, e Trump havia ganho prazo até o 4 de julho para implementação completa.
- O Conselho e o Parlamento chegaram a um acordo para aplicar os elementos tarifários da Declaração Conjunta UE-EUA, mantendo caráter provisório.
- Os eurodeputados flexibilizaram a cláusula de suspensão, dando até o fim do ano para eliminar sobretaxas acima de 15% sobre componentes de aço.
- A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a UE cumprirá seus compromissos para preservar a relação com o principal parceiro comercial.
Em meio a pressões de Donald Trump, a União Europeia alcançou nesta quarta-feira um consenso provisório para aplicar o acordo comercial assinado com os EUA no ano passado. A decisão visa encerrar impasses nas relações transatlânticas e manter estável a parceria econômica.
O acordo, firmado em julho de 2025, previa tarifas de 15% para a maioria dos produtos europeus, com a contrapartida de eliminação de tarifas sobre importações americanas. Trump ameaçou elevar as tarifas de automóveis para 25%, cobrando cumprimento das cláusulas pela UE.
Progresso no processo
A presidência da UE, ocupada por Chipre, informou o consenso provisório entre Conselho e Parlamento Europeu para aplicar os elementos tarifários. Representantes dos eurodeputados e dos 27 Estados-membros discutiram a minuta na Estrasburgo, após tentativas anteriores de acordo.
Impasses e salvaguardas
Um ponto crítico dizia respeito a uma cláusula de suspensão mais rígida. Os eurodeputados obtiveram flexibilização: Washington terá até o fim do ano para eliminar sobretaxas acima de 15% em componentes de aço, sem transformar a exigência em condição prévia.
Reações
O ministro cipriota da Energia, Comércio e Indústria destacou que a UE cumpre seus compromissos e reforçou o interesse de manter uma relação estável com os EUA. O Parlamento Europeu exigiu salvaguardas para evitar novas tensões com Washington.
Contexto
O acordo enfrentou resistência do Parlamento ao longo do processo, com críticas a salvaguardas e a possíveis impactos econômicos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o tratado continuará em vigor, mantendo as relações com o principal parceiro comercial.
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