- A União Europeia chegou a um acordo provisório para remover tarifas de importação de produtos dos Estados Unidos, como parte do acordo comercial firmado em julho passado.
- Em Turnberry, a UE concordou em eliminar impostos sobre produtos industriais dos EUA e conceder acesso preferencial a produtos agrícolas e marítimos norte-americanos; em troca, os EUA colocariam tarifas de 15% sobre a maioria dos produtos da UE.
- O Parlamento Europeu e o Conselho aprovaram o texto legislativo, abrindo caminho para as reduções de tarifas entrarem em vigor com salvaguardas caso os EUA recuem do acordo.
- O acordo busca cumprir a Declaração Conjunta UE-EUA, garantindo comércio transatlântico estável e equilibrado, segundo Ursula von der Leyen.
- O prazo restante é até 4 de julho, quando Donald Trump havia ameaçado aplicar tarifas mais altas, incluindo 25% sobre carros da UE; revisão final no Parlamento Europeu está prevista para meados de junho.
A União Europeia chegou a um acordo provisório sobre a legislação para suspender tarifas de importação de produtos dos Estados Unidos. A medida faz parte do acordo comercial firmado com Washington no ano passado, buscando evitar tarifas maiores sobre bens europeus.
O texto acordado estabelece que a UE removerá impostos sobre produtos industriais dos EUA e abrirá espaço para acesso preferencial a alguns produtos agrícolas e marítimos norte-americanos. Em contrapartida, a UE poderia enfrentar tarifas de até 15% sobre a maioria dos itens da UE.
O Parlamento Europeu e o Conselho aprovaram o texto nesta quarta-feira, abrindo caminho para as reduções entrarem em vigor com salvaguardas caso haja recuos do lado americano. A aprovação completa está prevista para meados de junho, com votação final já no radar.
Contexto e próximos passos
A atuação ocorre em meio a pressões de Washington, que havia ameaçado elevar tarifas de até 25% sobre carros da UE caso não cumprisse compromissos até 4 de julho. A UE busca manter estabilidade no comércio transatlântico e evitar retaliações que afetem ambos os lados.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, celebrou o avanço, destacando o cumprimento da Declaração Conjunta UE-EUA. Ela pediu celeridade para que o processo seja finalizado pelos colegisladores.
Acordo ainda depende de tramitação final no Parlamento Europeu, com votação prevista para o meio do mês. O atraso ocorreu após provocações relacionadas à Groenlândia e à decisão da Suprema Corte dos EUA que influenciou o ritmo das negociações.
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