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UE pode enviar Merkel ou Draghi para negociar com Putin e evitar acordo

UE avalia designar Angela Merkel ou Mario Draghi como emissário para negociações com Putin, buscando protagonismo e evitar acordo sem a Europa

Divulgação/Foto do serviço de imprensa da Presidência da Rússia
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  • Governos da União Europeia discutem nomear uma figura de alto peso político, como Angela Merkel ou Mario Draghi, para atuar como emissário do bloco junto a Vladimir Putin, segundo o Financial Times.
  • A ideia busca evitar que a Europa fique à margem das negociações sobre o fim da guerra na Ucrânia, hoje lideradas pelos Estados Unidos.
  • Merkel, Draghi e outros nomes circulam para a função; chanceleres devem debater o tema em Chipre na próxima semana.
  • Além de Merkel e Draghi, aparecem nomes como Alexander Stubb e Sauli Niinistö, este último com histórico diálogo com Moscou, mas hoje potencialmente prejudicado pela entrada da Finlândia na Otan.
  • O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ver com bons olhos maior envolvimento europeu, e o tema deve entrar nas conversas com os chefes de governo de França, Alemanha e Reino Unido ainda nesta semana.

A União Europeia avalia nomear um enviado de alto peso político para negociar com Vladimir Putin. A ideia surge como alternativa a um acordo já visto como desfavorável para a Europa, caso as negociações prossigam sem protagonismo europeu.

O tema foi revelado peloFinancial Times, que aponta Merkel ou Draghi como possibilidades de peso. A imprensa britânica afirma que chanceleres da UE discutirão o assunto numa reunião prevista para Chipre, na próxima semana.

Segundo a reportagem, o bloco teme ficar à margem das conversas, que hoje têm forte condução dos Estados Unidos. A nova hipótese busca evitar dependência excessiva de Washington no fechamento de um acordo com Moscou.

Bruxelas avalia que manter canais oficiais com Moscou está congelado desde a invasão da Ucrânia, em 2022, com contatos pontuais apenas entre líderes nacionais. A ideia é criar uma linha de comunicação oficial europeia.

Entre as opções em pauta, além de Merkel e Draghi, estariam o presidente Finlandês, Alexander Stubb, e o ex-prefeito Sauli Niinistö. Niinistö é visto como alguém com histórico diálogo com o Kremlin, mas hoje enfrenta resistência de Moscou pela relação com a Otan.

Na Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky disse que vê com bons olhos maior envolvimento europeu nas negociações. A posição do país é vista como favorável a um papel mais ativo da UE.

O Financial Times indica que, em Kiev, há preferência por alguém como Draghi ou por um líder ativo capaz de equilibrar a mesa com Washington e Moscou. A reportagem cita uma avaliação interna de Kiev sobre o assunto.

Ainda segundo o FT, o tema deve entrar nas conversas de Zelensky com chefes de governo da França, Alemanha e Reino Unido ainda nesta semana. A discussão ocorre em meio a tensões sobre o andamento das negociações.

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