- Xi Jinping recebeu Vladimir Putin no Grande Salão do Povo, em Pequim, dando início à visita oficial do líder russo ao país.
- China e Rússia assinaram cerca de 20 declarações, acordos e memorandos para ampliar cooperação e trabalhar por um “mundo multipolar”.
- Xi criticou os EUA pela instabilidade geopolítica, dizendo que as correntes hegemônicas unilateralmente causam turbulência internacional.
- Em nota conjunta, Moscou e Pequim atacaram o projeto Domo Dourado dos Estados Unidos, considerado uma ameaça à estabilidade estratégica.
- Também mencionaram a expiração do Tratado Novo Start sem substituto e criticaram ataques de EUA e Israel contra o Irã, bem como episódios envolvendo líderes de outros países.
Xi Jinping e Vladimir Putin se reuniram nesta quarta-feira 20, no Grande Salão do Povo, em Pequim, na abertura de uma visita oficial de Putin à China. O encontro ocorreu menos de uma semana após a viagem de Donald Trump aos EUA. O objetivo declarado foi reforçar laços entre China e Rússia.
Segundo a CNN, Xi disse que China e Rússia devem ampliar a coordenação estratégica, apontando para instabilidade geopolítica atribuída aos Estados Unidos. O tom foi de crítica a políticas de Washington e de defesa de uma ordem mundial multipolar.
A agência EFE informou que Xi e Putin assinaram cerca de 20 acordos, incluindo cooperação estratégica, bom relacionamento, formação de quadros, ciência e energia, e transporte ferroviário. Os documentos visam aprofundar vínculos entre os dois países.
Putin, conforme registro do The Moscow Times, afirmou que a cooperação bilateral será expandida, com participação conjunta em fóruns internacionais para sustentar um mundo multipolar. O encontro reforçou relações estratégicas entre as nações.
A Reuters trouxe uma declaração conjunta em que Pequim e Moscou criticaram o projeto Domo Dourado dos EUA, um sistema de defesa antimísseis. O texto afirmou que o plano ameaça a estabilidade estratégica global.
O comunicado também afirmou que o acordo contraria a ideia de manter a estabilidade estratégica por meio de interação entre armas ofensivas e defensivas, e criticou a expiração do Tratado Novo Start sem substituto. As partes pediram responsabilidade internacional.
Além disso, o texto conjunto citou ataques militares identificados contra o Irã como violação do direito internacional e apontou impactos na região do Oriente Médio. As autoridades destacaram ainda a necessidade de evitar desestabilizações políticas.
O documento também mencionou críticas ao que chamou de assassinatos de líderes de países soberanos, a desestabilização doméstica e o sequestro de chefes de Estado para julgamentos, referindo-se a ocorrências ocorridas nos últimos anos.
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