- Xi Jinping e Vladimir Putin reafirmaram a relação entre China e Rússia como “inabalável” e renovaram o tratado de amizade entre os dois países.
- Os dois criticaram o unilateralismo e a chamada “lei da selva” nas relações internacionais, defendendo um mundo mais policêntrico.
- Putin destacou que Moscou e Pequim mantêm uma política externa independente e uma cooperação estratégica estreita.
- A agenda teve foco econômico, com destaque para ampliar exportações de energia russas à China e o gasoduto Força da Sibéria 2.
- A visita também celebra o 30º aniversário da parceria de coordenação estratégica entre as potências.
O presidente da China, Xi Jinping, e o líder da Rússia, Vladimir Putin, reafirmaram nesta quarta-feira 20 a relação bilateral inabalável. O encontro ocorreu em Pequim, durante a visita de Putin, em meio a tensões globais e crises regionais. A dupla renovou o tratado de amizade e criticou o unilateralismo dos EUA.
Os governantes destacaram uma cooperação estratégica estreita e disseram atuar de forma independente na política externa. Segundo Xi, as relações China-Rússia avançaram com confiança política mútua e resistiram a mil provações, mantendo um equilíbrio estável no cenário mundial.
Putin afirmou que as relações entre os dois países atingiram um nível sem precedentes, especialmente no âmbito econômico, mesmo diante de fatores externos desfavoráveis. O líder russo ressaltou a importância de uma parceria estável para enfrentar crises internacionais.
Energia no centro das discussões
O encontro ocorreu em meio a crises que afetam ambos, como a guerra na Ucrânia e instabilidade nos mercados de energia. Xi disse que seria inoportuna a retomada de hostilidades no Oriente Médio e pediu uma cessação total da guerra.
Sob sanções ocidentais, a Rússia busca ampliar as exportações de petróleo e gás para a China. O projeto Força da Sibéria 2, que levaria gás russo ao norte da China via Mongólia, foi destacado como estratégico, ainda que a implementação avance lentamente.
A parceria energética é fortalecida pela visão de Pequim de assegurar suprimento confiável diante da instabilidade no Estreito de Ormuz. A cooperação visa reduzir dependência europeia e ampliar a atuação de Moscou no mercado chinês.
Cerimônia e simbolismo
A recepção ocorreu com cerimônia semelhante à pauta de encontros recentes entre líderes, incluindo hinos, revista de guarda e saudação de crianças com bandeiras. A imprensa destacou o tom cordial entre Xi e Putin, classificados como “velho amigo” e “querido amigo”.
Os dois chefes, que já se encontraram cerca de 40 vezes desde 2013, reuniram-se para discutir temas de interesse comum, inclusive a recente visita de Donald Trump a Pequim. O encontro marca o 30º aniversário de uma parceria de coordenação estratégica entre China e Rússia.
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