- Xi Jinping elogiou os laços com a Rússia, descrevendo-os como uma força de “calma em meio ao caos” durante reunião com Vladimir Putin em Pequim.
- Xi criticou o que vê como unilateralismo de potências ao mencionar uma “situação internacional marcada por turbulências” e pediu maior coordenação estratégica entre China e Rússia.
- Putin e Xi assinaram uma declaração conjunta e reiteraram a busca por uma parceria sem limites, com foco em energia, indústria, transporte, agricultura e alta tecnologia; também estenderam até 2027 a isenção de visto para viajantes entre os dois países.
- Os dois líderes contribuíram para a oposição ao projeto de defesa antimísseis dos Estados Unidos, o “Cúpula de Ouro”, alegando que ele ameaça a estabilidade estratégica global.
- Durante a visita, foi discutida a agenda regional e internacional, incluindo a guerra no Irã e mudanças na ordem mundial, com a assinatura de cerca de vinte acordos entre China e Rússia.
Xi Jinping recebeu Vladimir Putin em Pequim nesta quarta-feira para uma reunião no Grande Palácio do Povo, na presença de equipes diplomáticas. A conversa ocorreu em meio a uma visita de 24 horas do líder russo à capital chinesa e contribuiu para reforçar laços bilaterais.
O encontro destacou a posição de ambos em relação a políticas externas e ao que chamaram de um mundo multipolar. Xi elogiou a relação com a Rússia, chamando-a de força estável em meio a crises globais, e sinalizou a intenção de ampliar a coordenação estratégica com Moscou.
Putin e Xi assinaram uma declaração conjunta que enfatiza a parceria entre os dois países. Analistas mencionam que o gesto visa projetar uma imagem de cooperação próxima, sem depender de potências ocidentais em temas de segurança e economia.
Defesa antimísseis e balanço regional
A dupla criticou o projeto de defesa antimísseis dos EUA, conhecido como Cúpula de Ouro, chamando-o de ameaça à estabilidade estratégica. Eles argumentaram que o sistema desbalanceia a relação entre armas ofensivas e defensivas.
Tanto Xi quanto Putin discutiram a guerra entre EUA e Israel e o Irã, apontando impactos para o abastecimento de energia, cadeias logísticas e o comércio global. A conversa reforçou a visão de buscar um caminho de negociação contínua.
Acordos e perspectivas
Segundo a mídia estatal, a visita resultou na assinatura de cerca de 20 acordos em áreas como energia, indústria, agricultura, transporte e alta tecnologia. Putin destacou o papel da China como parceira comercial estável e a Rússia como fornecedora de recursos.
Os líderes também concordaram em ampliar a cooperação em inteligência artificial e em estender o acordo de viagens sem visto entre os dois países até 2027. A agenda incluiu discussões sobre a situação no Oriente Médio e na região da Eurásia.
Contexto histórico e impacto
Esta foi a 25ª visita oficial de Putin à China durante o mandato dele. O encontro ocorre em meio a tensões geopolíticas com o Ocidente e a um esforço conjunto para moldar uma ordem mundial menos dependente de potências ocidentais.
As declarações destacaram a intenção de manter canais abertos para diálogo com várias potências, enquanto reforçam uma visão de cooperação abrangente entre China e Rússia em áreas estratégicas.
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