- Adolescente paraguaia de 15 anos foi localizada em uma residência que funcionava como oficina de costura e cortiço no bairro Pimentas, em Guarulhos, na Grande São Paulo, após ação da Polícia Militar.
- O imóvel tinha estrutura improvisada, dormitórios com divisórias e apenas um banheiro coletivo; a jovem estava no andar inferior, em quarto improvisado com tapumes, junto com o filho recém-nascido.
- A jovem é mãe de um bebê de menos de 30 dias; a proprietária brasileira da residência foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal.
- Segundo relatos, ela chegou ao Brasil após uma suposta briga familiar no Paraguai e teria recebido apenas R$ 10, apesar de ter sido acordado o pagamento de R$ 1.000 para atividades na casa; também realizava tarefas de cozinha para todos.
- A PF acompanha o caso, com medidas de acolhimento e repatriação em conjunto com representantes consulares do Paraguai; a reportagem não obteve retorno da PF até a publicação.
Uma adolescente paraguaia de 15 anos foi localizada nesta quarta-feira (20) em uma residência usada como oficina de costura no bairro Pimentas, em Guarulhos, na Grande São Paulo. Ela estava desaparecida desde 17 de maio no Paraguai e foi localizada após ação da Polícia Militar.
A casa funcionava como oficina de costura e cortiço. O espaço abrigava outros moradores e apresentava condições consideradas precárias, com dormitórios improvisados e apenas um banheiro coletivo.
A jovem é mãe de um bebê de um mês. A proprietária da residência, brasileira, foi encaminhada à Superintendência da Polícia Federal. A moradia fornecia alimentação aos ocupantes, que também realizavam tarefas de cozinha.
Investigação aponta possível exploração
Segundo a PM, o imóvel tinha estrutura improvisada e dormitório com tapumes no andar inferior, onde a adolescente foi localizada com o filho recém-nascido. Ainda conforme o relato inicial, ela teria chegado ao Brasil após conflito familiar no Paraguai, com a promessa de recebimento de R$ 1.000, mas, desde a chegada, teria recebido apenas R$ 10.
A jovem foi encaminhada à PF para providências de proteção de pessoa estrangeira e assistência consular. O caso foi registrado pela PF, com medidas de acolhimento e repatriação em conjunto com representantes consulares do Paraguai. A Folha solicitou esclarecimentos à PF, sem retorno até o fechamento desta edição.
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