- Air France e Airbus anunciaram recorrer à Corte de Cassação após a condenação por homicídio culposo pelo acidente do voo AF 447, que matou 228 pessoas há 17 anos.
- A condenação recebeu a pena máxima, e a Air France afirma que a responsabilidade penal da empresa já foi descartada duas vezes pela Justiça.
- A Airbus também vai recorrer, dizendo que a decisão do Tribunal de Apelação de Paris contraria conclusões do Ministério Público e de decisões anteriores, e expressa condolências às famílias.
- Familiares de vítimas estavam presentes para ouvir a decisão, e associações de famílias disseram que a condenação reconhece o sofrimento deles.
- O AF 447 decolou do Rio de Janeiro com destino a Paris, desaparecendo em 1º de junho de 2009 com 228 ocupantes; as caixas‑pretas indicaram que o congelamento das sondas Pitot provocou falha de leitura de velocidade.
A Airbus e a Air France anunciaram nesta quinta-feira (21) que vão recorrer à Corte de Cassação da França após a condenação por homicídio culposo no caso do voo AF 447. O acidente matou 228 pessoas há 17 anos, entre elas cidadãos de várias nacionalidades.
A decisão do Tribunal de Apelação de Paris condenou as empresas à pena máxima. A Air France afirmou que a responsabilidade penal da empresa já havia sido descartada duas vezes pela Justiça, destacando que o recurso prolonga o processo para as famílias.
Recurso e justificativas
A Airbus reconheceu a decisão, mas afirmou que o veredito contradiz as conclusões do Ministério Público e a sentença de arquivamento de 2019, além da absolvição proferida em 2023. A companhia anunciou que também recorrerá.
A Air France enfatizou a lembrança das vítimas e a compaixão às famílias, destacando que a decisão não altera a memória do acidente. As famílias presentes acompanharam a leitura da decisão de Apelação.
O voo AF 447 decolou do Rio de Janeiro com destino a Paris e desapareceu em 1º de junho de 2009, durante uma forte tempestade sobre o Atlântico. Ao todo, 228 pessoas estavam a bordo, de 33 nacionalidades.
As caixas-pretas do Airbus A330 mostraram que o congelamento das sondas Pitot, que mediam a velocidade, provocou perda de controle. Pilotos passaram a operar com informações incorretas de altitude, contribuindo para o acidente.
Famílias e associações de vítimas estiveram presentes no evento, interpretando a condenação como reconhecimento do sofrimento vivenciado ao longo dos anos. A apelação permanece em curso nas instâncias superiores.
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