- Centenas de ativistas pró-Palestina detidos em Israel devem ser deportados após a interceptação da Global Sumud Flotilla, que levava ajuda simbólica para Gaza.
- A repercussão internacional aumentou após um vídeo do ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, zombando de ativistas amarrados, gerando acusações de desrespeito aos direitos humanos.
- O Reino Unido convocou o charg d’affaires israelense em Londres e condenou o comentário de Ben Gvir, além de cobrar explicações sobre as condições de detenção.
- Vários países condemnaram a ação, incluindo Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Irlanda; italianos Dario Carotenuto e Alessandro Mantovani chegaram a Roma após serem levados a Atenas, alegando terem sido agredidos.
- A organização Adalah informou ferimentos graves entre detidos; Israel não comentou; a operação ocorreu a cerca de 460 quilômetros da costa de Gaza, em águas internacionais.
Os ativistas pró-Palestina detidos em Israel após interceptação de uma flotilha com auxílio simbólico a Gaza devem ser deportados do país, segundo autoridades locais. A ação ocorre após a detenção de centenas de manifestantes durante a operação.
A ofensiva gerou repercussão internacional após a divulgação de vídeo do ministro de Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, que aparece zombando de ativistas rendidos. O material provocou críticas entre governos e organizações de direitos humanos.
Países da Europa e América emergem com condenações e chamadas para proteger direitos. O Reino Unido convocou o charg d’affaires israelense em Londres para tratar do assunto e exigiu explicações sobre as detenções e as condições de detenção.
Reações internacionais e desdobramentos
O governo britânico informou condenar o comportamento de Ben Gvir e destacou a necessidade de proteger direitos de todos os envolvidos, além de buscar esclarecimentos sobre as condições de detenção.
Diversos Estados também emitiram reprovações formais, entre eles Estados Unidos, França, Itália, Canadá e Irlanda. Na Itália, dois integrantes da flotilha chegaram a Roma após serem transferidos de Atenas e relataram agressões.
Adalah, organização de direitos humanos com sede em Israel, disse haver ferimentos generalizados entre os detidos, com pelo menos três encaminhados a hospitais. O governo israelense não comentou as alegações.
Segundo autoridades, o esquema inclui voos especiais para levar cidadãos turcos e outros participantes ao exterior. Espanha informou que cerca de 44 membros da flotilha espanhola devem deixar Israel por volta das 15h locais, e a Irlanda citou 15 cidadãos a serem repatriados para a Turquia.
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