- Israel expulsou todos os ativistas estrangeiros da flotilha que tentava romper o bloqueio a Gaza; cerca de 430 tripulantes foram interceptados a oeste de Chipre e levados para detenção em Israel.
- Vídeos com mãos amarradas e testa pressionada contra o chão geraram condenação internacional; Espanha, Irlanda e Itália sugeriram sanções à publicação dos vídeos.
- Alessando Mantovani, jornalista italiano, afirmou ter sido levado algemado a Ben Gurion e deportado para Atenas; Dario Carotenuto relatou que fuzis foram apontados contra eles.
- A ONG Adalah informou que os 430 tripulantes foram detidos na prisão de Ktziot, após serem capturados pelas forças israelenses no Mediterrâneo.
- O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, publicou os vídeos, provocando críticas; o governo afirmou que Israel não permitirá violações do bloqueio a Gaza, e o premiê Netanyahu defendeu o direito de impedir flotilhas provocativas.
O governo de Israel anunciou nesta quinta-feira a deportação de todos os ativistas estrangeiros da flotilha que buscava romper o bloqueio naval a Gaza. Cerca de 430 passageiros e tripulantes de aproximadamente 50 embarcações foram interceptados no Mediterrâneo, a oeste de Chipre, na última segunda-feira, e conduzidos a Israel para detenção.
Após a divulgação de vídeos que mostram as mãos amarradas e as testas pressionadas contra o chão, países como Espanha, Irlanda e Itália pediram sanções da União Europeia contra o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, que publicou as imagens. As cenas foram tida como inaceitáveis por governos europeus.
Alessandro Mantovani, jornalista italiano que integrava a flotilha, informou ao chegar ao Aeroporto de Roma-Fiumicino que foi levado algemado e acorrentado ao Aeroporto Ben Gurion, antes de seguir em voo para Atenas. Mantovani relatou que houve agressões físicas durante a detenção.
Dario Carotenuto, deputado italiano detido, afirmou que fuzis foram apontados contra o grupo. Ele descreveu a detenção como uma das experiências mais longas de sua vida. Os ativistas foram levados para a prisão de Ktziot, segundo a ONG Adalah, que os representa legalmente.
Reação internacional
O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que todos os ativistas estrangeiros foram deportados e que o país não permitirá violações do bloqueio marítimo a Gaza. A flotilha Global Sumud, que acompanha a solidariedade à Palestina, buscava chamar atenção para a crise humanitária na faixa.
No dia anterior, o ministro Itamar Ben-Gvir provocou reação de aliados e opositores ao divulgar o vídeo com os ativistas ajoelhados. A divulgação gerou críticas internas, com o premier Benjamin Netanyahu defendendo o direito de impedir a entrada de flotilhas em águas israelenses, ligando o ato a organizações associadas ao Hamas.
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