- Um caso de Ebola foi confirmado na província de Kivu do Sul, no leste da República Democrática do Congo, a centenas de quilômetros do epicentro do surto.
- O caso ocorreu em área rural próxima à capital da província, Bukavu, e sinaliza disseminação de um surto que, segundo especialistas, circulou sem detecção por cerca de dois meses na região de Ituri.
- O surto tem 160 mortes suspeitas, 670 casos suspeitos e 61 casos confirmados, conforme dados do Ministério da Saúde da RDC.
- Dois casos confirmados foram registrados na Uganda, que suspendeu voos para a RDC por quarenta e oito horas como medida de precaução.
- A Organização Mundial da Saúde declarou a emergência de saúde pública de interesse internacional para a cepa Bundibugyo do vírus Ebola, à qual não há vacina disponível.
Um caso de Ebola foi confirmado na província de Kivu do Sul, no leste da República Democrática do Congo, distante do epicentro do surto. A confirmação foi anunciada na quinta-feira pela aliança rebelde que controla a região. A área fica próxima a Bukavu, capital provincial.
O surto envolve a cepa Bundibugyo, para a qual não há vacina. Dados do Ministério da Saúde da RDC apontam 160 mortes suspeitas entre 670 casos, com 61 casos confirmados até o momento. A confirmação ocorreu após a detecção de dois casos adicionais na região.
Dois casos também foram confirmados na Uganda vizinha. O governo ugandense suspendeu voos para a RDC por 48 horas como medida de precaução, segundo autoridades de Ouagadougou. A OMS declarou o surto uma emergência de saúde pública de interesse internacional.
Situação na região e respostas
A aliança do Congo Oriental informou que o paciente de 28 anos, morto em Kivu do Sul, havia saído de Kisangani, no norte. O porta-voz regional não detalhou os movimentos recentes da vítima. Em Kivu do Sul, dois casos suspeitos estão sob investigação.
O hospital de Rwampara, em Ituri, protagonizou confrontos após a contestação da família de uma suposta vítima. Manifestantes atearam fogo em tendas de uma instituição de caridade médica, levando a ações de polícia com tiros de advertência e gás lacrimogêneo.
Centenas de centros de saúde foram atacados no leste da RDC durante o surto de 2018-2020, tornando a contenção ainda mais difícil. Socorristas destacam que violência e desconfiança complicam o trabalho de campo.
A Cepi, coalizão que financia vacinas, trabalha na avaliação de candidatas para uma vacina contra o Ebola. Autoridades ressaltam que a meta de criar uma vacina segura para grandes surtos em 100 dias representa grande desafio, mas segue como referência de pesquisa.
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