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Colômbia registra campanha presidencial mais violenta em décadas

Campanha presidencial colombiana entra na reta final com ataques, assassinatos e cessar-fogos, à véspera das eleições e da retomada do conflito

Últimos dias do mandato de Gustavo Petro são marcados por onda de ataques às vésperas das eleições
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  • A campanha presidencial na Colômbia se tornou a mais sangrenta em décadas, com atentados a bomba no sul e o assassinato de um dos principais candidatos às vésperas das eleições de 31 de maio.

  • A comitiva do senador Alexander López, do partido governista, foi atacada em uma rodovia no sudoeste; o presidente Gustavo Petro afirmou que houve tentativa de sequestro atribuída a grupos armados de narcotraficantes.

  • Grupos dissidentes das Farc e o Exército de Libertação Nacional anunciaram cessar-fogos separados antes das eleições.

  • Os candidatos apresentam propostas distintas: Iván Cepeda defende manter negociações de paz; Abelardo de la Espriella defende ofensiva militar; Paloma Valencia exige ação imediata e apoio às Forças Armadas e à polícia.

  • A sondagem Invamer aponta Cepeda com 44,3%, De la Espriella com 21,5% e Valencia com 19,8%; o segundo turno está previsto para 21 de junho caso ninguém supere 50% dos votos válidos.

A campanha presidencial na Colômbia ficou marcada por violência antes das eleições de 31 de maio. A onda de ataques incluiu assassinato de um dos candidatos à presidência e explosões no sul do país, elevando o medo e a polarização. O conflito voltou a ganhar as ruas em pleno período eleitoral.

Nessa terça-feira, a comitiva do senador Alexander Lopez, do partido governista, foi atingida em uma rodovia no sudoeste. O presidente Gustavo Petro afirmou que houve tentativa de sequestro e atribuiu a responsabilidade a um grupo armado de narcotraficantes.

Na terça, o Estado-Maior Central das Farc dissidentes e combatentes do ELN anunciaram cessar-fogos separados, em meio à aproximação da eleição. Grupos armados voltaram a atuar com ataques e ameaças, ampliando o risco para candidatos e eleitores.

Candidatos dividem estratégias para enfrentar a escalada. Iván Cepeda, da esquerda, defende continuidade das negociações de paz, alinhado a Petro. Abelardo de la Espriella, da direita, propõe ofensiva militar. Paloma Valencia cobra ação imediata das forças de segurança.

Uma pesquisa do Invamer indica Cepeda na liderança, com 44,3% das intenções de voto, seguido por De la Espriella com 21,5% e Valencia com 19,8%. Caso nenhum alcance 50% dos válidos, haverá segundo turno em 21 de junho.

Fonte: agências internacionais (AFP, Reuters)

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