- O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, foi morto em 28 de fevereiro em um ataque aéreo, sendo sucedido por Mojtaba Khamenei, de 56 anos.
- Funcionários iranianos dizem que os assuntos importantes são administrados pelo herdeiro, mas especialistas afirmam que a decisão é guiada por uma “irmandade” de elite.
- A irmandade é formada principalmente por comandantes atuais ou ex-da Guarda Revolucionária Islâmica, ligados ao poder político, militar e de segurança.
- Entre os nomes-chave estão o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf; o ministro do Interior, Ahmad Vahidi; o general Jafari; e o vice-comandante da Guarda, Mohammad Zolghadr.
- Analistas ressaltam que essa fusão entre inteligência, política e milícia permite que a Guarda Revolucionária tenha domínio sobre grande parte da política iraniana, inclusive decisões estratégicas regionalmente.
O texto analisa a formação do poder no Irã a partir do papel da Guarda Revolucionária Islâmica (GRI) e de uma “irmandade” de dirigentes que moldaram a política do país após a guerra com o Iraque. O foco é entender quem decide, quando e por quê, em meio a mudanças sucessivas na liderança.
Segundo especialistas, a tomada de decisões no Irã é orientada por um grupo seleto, ligado em grande parte à Guarda Revolucionária. Embora o atual herdeiro, Mojtaba Khamenei, seja apontado por altos funcionários como influente, analistas afirmam que o poder não depende de um único homem, mas de uma rede com vínculos históricos na milícia.
O aiatolá Ali Khamenei dirigiu o país por 37 anos até ser morto em um ataque aéreo em 28 de fevereiro, em meio a um conflito regional. Mojtaba, de 56 anos, é visto como herdeiro próximo, com forte presença na formulação de decisões a partir de órgãos de segurança.
A liderança da Guarda Revolucionária também mudou nos últimos anos. Ahmad Vahidi, ex-ministro do Interior, assumiu o comando da GRI em março, após ataques que atingiram seus antecessores. Conflitos recentes ajudaram a consolidar um estilo de comando mais belicoso.
Entre os nomes que se destacam no gabinete está Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento desde 2020 e ex-comandante da Força Aérea da Guarda. Sua trajetória inclui cargos de alta gestão, chefia de polícia e atuação política, com passagens que sinalizam uma ponte entre milícia e governo.
Outro nome-chave é Mohammad Bagher Zolghadr, vice-comandante da Guarda, ex-vice-ministro do Interior e atual secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional. A nomeação reforça a integração entre braços militar, político e judiciário na condução do país.
Analistas descrevem a chamada “irmandade” como uma rede que compreende grandes comandantes da GRI e oficiais de alta patente, com ligações pessoais entre muitos integrantes. Ao longo de quase quatro décadas, esse grupo influi em inteligência, políticas externas e de segurança.
A avaliação geral é de que a guarda, antes uma organização militar, evoluiu para uma estrutura que domina grande parte da política iraniana. A presença de um núcleo duro de decisão, aliado a redes de inteligência, sustenta a capacidade de articular ações de governo sem depender de um único líder.
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