- O correspondente Alican Uludag foi colocado em liberdade após passar noventa dias detido, enquanto o julgamento prossegue.
- Ele responde por acusações de divulgar informações enganosas, insultar o presidente Recep Tayyip Erdogan e ofender a nação, o Estado e as instituições turcas, relacionadas a uma publicação no X.
- Uludag negou as acusações, afirmou que fazia uma reportagem objetiva e participou do tribunal por videoconferência, o que ele chamou de violação de seu direito a defesa.
- A diretora-geral da DW, Barbara Massing, expressou alívio pela libertação, mas pediu a retirada das acusações e reforçou apoio ao jornalista.
- Organizações como a Repórteres Sem Fronteiras ressaltaram que a Turquia mantém alta pressão sobre vozes críticas, com a liberdade de imprensa refletida em quedas no ranking global.
Alican Uludag, correspondente da DW na Turquia, foi liberado da prisão preventiva enquanto o seu julgamento prossegue. O tribunal autorizou a soltura após mais de 90 dias detido. O processo continua com as acusações de insultar o presidente Recep Tayyip Erdogan e de divulgar informações enganosas.
O jornalista foi detido em fevereiro, sob as acusações de insultar o presidente, ofensa à nação e ao Estado, e divulgação de informações falsas. As acusações estão relacionadas a uma publicação antiga em X que criticava medidas do governo ligadas à libertação de possíveis terroristas do Estado Islâmico.
Uludag negou as acusações no tribunal e afirmou atuar como repórter objetivo. A audiência ocorreu por videoconferência, após ter pedido presença física negada, o que ele considerou uma violação do direito de defesa. Uludag destacou que já passou 90 dias longe da família.
A DW celebrou a libertação, mas expressou preocupação com a continuidade do processo e pediu a cassação das acusações. A diretora-geral da emissora ressaltou que Uludag passava grande parte do tempo isolado na prisão de Silivri, em Istambul.
Contexto sobre liberdade de imprensa
Segundo a RSF, a Turquia figura entre os últimos lugares em liberdade de imprensa. Em relatório recente, o país caiu quatro posições, ocupando a 163ª posição entre 180 nações. A organização aponta denúncias contra jornalistas críticos como prática persistente no país.
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