- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Cuba aceitou a oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões, mas ainda não está claro se o governo cubano concordou com as condições para a distribuição.
- A ajuda prevista envolve alimentos e medicamentos, com distribuição realizada pela Igreja Católica e por organizações consideradas confiáveis pelo governo americano.
- Rubio disse que, desde o início do ano, os EUA já enviaram cerca de US$ 6 milhões em assistência humanitária a Cuba por meio da Igreja Católica, o que teria causado atritos diplomáticos.
- Em vídeo divulgado pelo Departamento de Estado na quarta-feira, Rubio responsabilizou a liderança cubana pela crise econômica e pelos apagões, dizendo que Cuba representa uma ameaça à segurança dos EUA.
- A embaixada cubana em Washington reagiu, acusando Rubio de mentir para justificar sanções, e o governo cubano atribui parte da crise econômica e energética às restrições impostas pelos EUA.
Marco Rubio afirmou nesta quinta-feira, 21, que Cuba teria aceitado uma oferta de ajuda humanitária dos EUA no valor de US$ 100 milhões, embora ainda não esteja claro se o governo cubano concordou com as condições para a distribuição. O titular da Secretaria de Estado dos EUA disse aos jornalistas que os recursos seriam destinados a alimentos e medicamentos, com a distribuição realizada por entidades religiosas credenciadas pelo governo americano, como a Igreja Católica.
De acordo com Rubio, os EUA já enviaram cerca de US$ 6 milhões em ajuda humanitária para Cuba neste ano via a Igreja Católica, uma iniciativa que, segundo ele, provocou atritos diplomáticos entre Washington e Havana. O secretário também ressaltou que a distribuição dependeria do cumprimento das condições estabelecidas pelos EUA para que os recursos cheguem à população.
Contexto e reação diplomática
Na quarta-feira, 20, Rubio divulgou em vídeo uma responsabilização da liderança cubana pela crise econômica e pelos frequentes apagões no país, afirmando que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Em resposta, a embaixada cubana em Washington acusou o político de mentir para justificar sanções americanas.
Desdobramentos e histórico
O governo dos EUA vem aumentando a pressão sobre o regime cubano, mantendo o embargo econômico. Havana atribui parte da crise atual às restrições impostas por Washington. Além disso, autoridades americanas abriram uma nova frente judicial contra o ex-presidente cubano Raúl Castro, ligada a um episódio de 1996 envolvendo o abatimento de aeronaves do grupo Brothers to the Rescue, ocorrido quando ele era ministro da Defesa. Quatro pessoas morreram no incidente, que gerou uma profunda crise diplomática entre os dois países.
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