- Cuba condena acusações dos Estados Unidos contra Raúl Castro, ligadas a um ataque a aeronaves dos EUA em fevereiro de mil novecentos noventa e seis.
- Havana afirma que a ação é provocação política e que houve legítima defesa amparada pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago e pela soberania aérea.
- O governo cubano acusa Washington de omitir denúncias formais feitas na época sobre violações do espaço aéreo por Hermanos al Rescate, organização sediada em Miami.
- O contexto inclui pressão dos EUA, com bloqueio petrolífero há cinco meses e sanções contra a liderança cubana e o conglomerado Gaesa, além da prisão de Nicolás Maduro que agravou a crise.
- Raúl Castro, de 94 anos, é irmão de Fidel; Cuba chamou as acusações de narrativa anti-Castro e rejeitou-as como ilegítimas.
O governo cubano rebateu as acusações dos Estados Unidos de que Raúl Castro estaria ligado a um ataque a aeronaves norte-americanas. A defesa do país afirma que a denúncia é uma provocação política baseada em versões distorcidas do incidente de 1996.
Cuba sustenta que Washington manipula o episódio, ocorrido no espaço aéreo cubano em fevereiro de 1996, para justificar a pressão sobre Havana. Havana afirma ter apresentado denúncias formais a órgãos norte-americanos e à Organização da Aviação Civil Internacional na época.
A resposta cubana classifica a acusação contra Raúl Castro, de 94 anos, como ilegítima e parte de uma narrativa que busca justificar medidas coercitivas unilaterais, incluindo o bloqueio econômico em vigor desde janeiro.
Reação de Cuba e base legal
O governo cubano afirmou que a defesa cubana foi respaldada pela Carta das Nações Unidas, pela Convenção de Chicago e pelo princípio de soberania aérea. Em comunicado, Havana descreveu a acusação como desproporcionada e hostil.
Cuba ressaltou que as sanções dos EUA, associadas ao governo Trump, intensificaram a crise econômica e energética. O bloqueio inclui medidas sobre petróleo e restringe atividades de empresas ligadas ao aparato militar cubano.
A ilha também citou tensões regionais, como a detenção de Nicolás Maduro na Venezuela, destacando o impacto dessas ações na economia cubana, que enfrenta desabastecimento de combustível e dificuldades energéticas.
A defesa cubana enfatizou que as ações dos EUA não encontram respaldo legal e que o país mantém sua soberania frente a incidentes envolvendo a aviação civil, conforme normas internacionais.
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