- Cuba aceitou a oferta dos Estados Unidos de US$ 100 milhões em ajuda humanitária, diante da crise de combustível no país.
- A oferta ocorre em meio a tensões com o governo de Donald Trump; inicialmente houve afirmação de recusa cubana, mas Washington manteve o pacote.
- A distribuição deve ocorrer por meio da Igreja Católica e outras organizações humanitárias independentes; as prioridades são combustível, alimentos e medicamentos.
- A situação econômica de Cuba segue crítica, com apagões e protestos após o governo afirmar não ter combustível suficiente.
- As negociações entre Cuba e EUA estão estagnadas, e há relatos sobre a possibilidade de intervenção militar, o que Díaz-Canel disse que seria um “banho de sangue”.
O governo de Cuba confirmou que aceitará uma ajuda humanitária dos Estados Unidos no valor de 100 milhões de dólares. A decisão foi anunciada pelo presidente cubano Miguel Díaz-Canel, em meio a uma crise de combustível no país. A oferta ocorre apesar das tensões entre Havana e Washington e do endurecimento do bloqueio econômico.
A justificativa cubana para aceitar o auxílio envolve necessidades imediatas de combustível, alimentos e medicamentos. Díaz-Canel afirmou que, se o pacote for compatível com práticas humanitárias reconhecidas, não haverá objeções por parte de Cuba, mesmo diante de uma relação tensa com os EUA.
Antes, o governo americano havia anunciado a proposta, mas houve resistência inicial de autoridades cubanas. O chanceler Bruno Rodríguez chegou a dizer que não tinha conhecimento da oferta, enquanto o secretário de Estado americano destacou que o pacote continua válido. A posição de Cuba foi reiterada pelo líder cubano.
Vínculos diplomáticos e uso da ajuda
Segundo o Departamento de Estado, a distribuição poderá ficar a cargo de organizações como a Igreja Católica e outras entidades humanitárias independentes em quem os EUA confiam. A ajuda tem como meta evitar agravamento da crise energética e alimentar, com foco nos setores de combustível, alimentos e medicamentos.
O tema de Cuba e EUA já esteve em pauta em encontros no Vaticano, com o papa Leão XIV recebendo o chefe da diplomacia americana. Díaz-Canel elencou as prioridades da ajuda como combustível, alimentos e medicamentos, sem detalhar contrapartidas políticas.
Contexto econômico e ações subsequentes
A economia cubana enfrenta declínio há anos, com apagões e interrupções de serviços públicos. Na semana, o ministro da Energia informou que o país ficou sem combustível e diesel, elevando a pressão social. Protestos em Havana também destacaram a gravidade da crise energética.
As tensões entre Cuba e EUA se concentram em questões de regime, sanções e reivindicações históricas de propriedades. O governo americano sinalizou que prefere uma solução pacífica, mas manteve aberta a possibilidade de pressões adicionais caso não haja mudança em Havana.
Raúl Castro, ex-presidente, foi alvo de acusações formais de homicídio, o que alimenta especulações sobre possíveis desdobramentos, inclusive de ações militares. Díaz-Canel qualificou tais acusações como politicamente motivadas. A situação segue com dúvidas sobre novas etapas diplomáticas.
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