- A rainha Elizabeth II manifestou interesse em que o filho Andrew Mountbatten-Windsor assumisse um papel de destaque na promoção dos interesses britânicos, em 2000.
- Um memorando ao então ministro das Relações Exteriores, Robin Cook, aponta que o cargo de enviado comercial “se encaixaria bem” com a carreira dele na Marinha Britânica.
- Os documentos divulgados pelo governo britânico tratam da nomeação de Mountbatten-Windsor para o cargo em 2001.
- Andrew foi afastado do cargo em 2011 por seus vínculos com Jeffrey Epstein, após a divulgação de documentos do Departamento de Justiça dos EUA.
- Os Liberais Democratas pediram a divulgação integral dos documentos sobre a criação do cargo de Representante Especial para Comércio e Investimento e a nomeação de Andrew.
A Rainha Elizabeth II teria manifestado interesse de que seu filho, Andrew Mountbatten-Windsor, ocupasse um cargo de destaque na promoção dos interesses britânicos. A informação aparece em documentos sobre a nomeação dele como enviado comercial em 2001. O memorando aponta o desejo da monarca, datado de 2000.
Em fevereiro de 2000, David Wright, então diretor executivo da British Trade International, escreveu ao então ministro das Relações Exteriores, Robin Cook. Segundo o texto, o cargo combinaria com o fim da carreira naval de Mountbatten-Windsor e reforçaria a atuação do Reino Unido no comércio externo.
Os documentos foram tornados públicos nesta quinta-feira pelo governo britânico. A nomeação ocorreu antes da prisão dele, em 2019, sob suspeita ligada ao caso Epstein, que levou Alexandra a se afastar das funções em 2011. A divulgação foi iniciada após decisão de legisladores.
Contexto e desdobramentos
Liberais Democratas discutiram publicamente a necessidade de tornar disponíveis todos os papéis relativos à criação do cargo de Representante Especial para Comércio e Investimento e à nomeação de Mountbatten-Windsor. A oposição enfatizou a importância da transparência institucional.
O ex-príncipe, apontado em documentos oficiais, afastou-se do cargo de enviado comercial em 2011 devido aos vínculos com Epstein. As novas informações ajudam a entender o contexto em que o governo avaliava a nomeação de figuras da família real para missões comerciais.
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