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Drones e jatos dos EUA intensificam operações perto de Cuba

Aumento de voos de vigilância dos Estados Unidos perto de Cuba, com aeronaves a cerca de 80 quilômetros da costa, em meio à escalada de pressão sobre Havana

Aeronave militar americana (VEJA.com/EFE)
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  • Drones e aeronaves de vigilância dos EUA operam próximos a Cuba, em atividades que chegaram a ficar a cerca de 80 quilômetros da costa cubana nas últimas semanas.
  • Dados analisados pela BBC indicam ao menos cinco aeronaves de vigilância P-8A Poseidon e três drones MQ-4C Triton atuando no mar do Caribe desde 11 de maio.
  • As missões não sobrevoam território cubano, mas são vistas como demonstração de força e de vigilância contínua na região.
  • Analistas dizem que o aumento sugere foco em monitorar embarcações que poderiam abastecer Cuba, sem indicar preparação para invasão.
  • O cenário ocorre em meio a tensões acentuadas, com Cuba sob restrições de petróleo impostas pelos EUA e declarações de autoridades de ambos os lados sobre o conflito diplomático.

Aeronaves de combate e drones dos EUA intensificaram operações perto de Cuba nas últimas semanas, em meio a tensões crescentes entre Washington e Havana. Dados de rastreamento indicam voos a cerca de 80 quilômetros da costa cubana, na região do mar do Caribe.

A BBC, que analisou registros de Flightradar24, identificou ao menos cinco aeronaves P-8A Poseidon e três drones MQ-4C Triton operando próximo à ilha desde 11 de maio. Em alguns momentos, as aeronaves ficaram a cerca de 80 km da costa cubana.

Especialistas apontam que parte da atividade permaneceu pública nos dados de rastreamento, o que torna a prática “deliberada”. O objetivo indicado é manter vigilância constante sobre a região, segundo a análise utilizada pela emissora.

O que foi observado

Em 11 de maio, um P-8 Poseidon voou perto do sul de Cuba antes de retornar à base de Jacksonville, na Flórida. No dia seguinte, o mesmo modelo apareceu novamente próximo a Havana. Em 15 de maio, dois drones Triton foram vistos operando perto da costa sul cubana.

Segundo o coronel aposentado Mark Cancian, a movimentação sugere monitoramento de embarcações que possam abastecer Cuba, sem indicar preparo para invasão. Consultorias de defesa reforçam o aumento de missões de inteligência, vigilância e reconhecimento desde fevereiro.

Contexto das tensões

A ofensiva aérea ocorre em meio a medidas americanas mais duras contra Havana, com restrições ampliadas ao petróleo que chega à ilha, agravando a crise energética e os apagões cubanos. A postura dos EUA visa pressionar o governo comunista.

Repercussões diplomáticas e declarações

O governo cubano nega qualquer ameaça aos EUA e critica o que classifica como argumento precipitado para intervenção. Partes americanas destacam dificuldades econômicas cubanas associadas ao regime. O debate envolve diagnósticos sobre possíveis caminhos de relação entre os dois países.

Atualizações recentes

Axios reportou que Cuba pode ter adquirido drones com capacidade ofensiva. Em 20 de maio, o secretário de Estado americano falou em espanhol com o público cubano, destacando uma possível abertura para um novo relacionamento. O Departamento de Justiça dos EUA anunciou, na mesma semana, o indiciamento de Raúl Castro e de outras pessoas por um caso de 1996 envolvendo derrubada de aeronaves civis.

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