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Gaesa no centro das tensões entre EUA e Cuba

Gaesa, grupo militar cubano, é visto pelos EUA como motor da crise econômica, controlando até setenta por cento da economia e US$ 18 bilhões em ativos

Posto de gasolina da Cimex, subsidiária do misterioso conglomerado cubano Gaesa
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  • Marco Rubio afirma que a Gaesa — Grupo de Administração Empresarial, conglomerado militar cubano — é responsável pela crise econômica de Cuba e controla grande parte dos negócios no país.
  • A Gaesa administra hotéis, o maior porto de Cuba em Mariel, um grande banco comercial e uma ampla rede de supermercados e remessas; é ligada às Forças Armadas Revolucionárias de Cuba.
  • A Torre K, edifício de 42 andares que abriga o Iberostar Selection La Habana, é um símbolo dos negócios da Gaesa; a construção foi concluída em 2025 e hoje fica praticamente ociosa.
  • Os Estados Unidos impõem sanções a empresas ligadas à Gaesa e restringem o turismo norte-americano em hotéis controlados pelo conglomerado, citando concentração de lucros para a elite militar.
  • Cuba nega que a Gaesa explique a crise, atribuindo problemas a fatores externos, como o embargo e uma suposta “fome energética” decorrente de medidas do governo americano; autoridades cubanas costumam manter sigilo sobre o grupo.

A Gaesa, conglomerado militar cubano, está no centro das tensões entre Washington e Havana. O tema ganhou destaque quando o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o grupo é responsável pela crise econômica de Cuba. A crítica ocorreu em uma mensagem em espanhol dirigida ao povo cubano.

Rubio classificou a Gaesa como um “Estado dentro do Estado”, ligado ao aparato militar e sem rendição de contas. Segundo ele, a entidade acumula lucros de seus negócios para beneficiar uma elite, agravando problemas como cortes de energia, combustível e alimentação.

O que é a Gaesa? O grupo administra hotéis, o maior porto de Mariel, um banco comercial e uma ampla rede de supermercados, postos de gasolina e remessas. A colaboração com as Forças Armadas Revolucionárias de Cuba é central na estrutura do conglomerado.

Histórico de liderança: o ex-genro de Raúl Castro, Luis Alberto Rodríguez López-Calleja, comandou a Gaesa até a morte em 2022. A atual liderança, a general de brigada Ania Guillermina Lastres, foi alvo de sanções dos EUA no início deste mês.

A Torre K, edifício de 42 andares que abriga o Iberostar Selection La Habana, é símbolo da presença da Gaesa no turismo cubano. Construída até 2025, a torre permanece em grande parte vazia, refletindo o impacto da crise econômica.

O governo dos EUA vinculou a Gaesa a uma concentração de receitas em setores-chave da economia cubana e ao uso desses recursos para sustentar o aparato militar. Medidas de sanção já foram aplicadas a empresas associadas ao grupo.

Cuba afirma que a crise econômica não decorre da Gaesa, apontando relatos da ONU sobre impactos de bloqueio de combustíveis. O governo cubano também sustenta discrição sobre o tema para proteger negócios estratégicos diante das sanções.

Estimativas sobre o peso da Gaesa na economia variam. Rubio cita que a empresa teria ativos de cerca de US$ 18 bilhões e controle de até 70% da economia cubana, números contestados por autoridades cubanas e fontes externas.

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