- Governos ocidentais condenaram a publicação de um vídeo em que o ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, zomba de ativistas da flotilha que tentava levar ajuda humanitária a Gaza, enquanto eram detidos no chão.
- Dois ativistas alegaram ter sido agredidos fisicamente durante a detenção, sob a direção de Ben-Gvir; o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e os Estados Unidos também criticaram o episódio.
- A flotilha foi interceptada pela Marinha de Israel em águas internacionais na quarta-feira; todos os ativistas foram deportados de Israel na quinta-feira.
- Na Europa, embaixadores israelenses foram convocados; Itália pediu desculpas, Espanha mencionou não tolerar maus-tratos, e França pediu a libertação de todos os detidos.
- O vídeo e as ações ocorrem em meio a críticas recentes de outros membros do governo israelense, com foco em eleições antecipadas, enquanto o local julgamento internacional segue atento aos possíveis abusos.
Os governos europeus reclamaram de forma unânime após a divulgação de um vídeo em que o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, aparece zombando de ativistas da flotilha humanitária rumo a Gaza. Os ativistas estavam imobilizados no chão durante a detenção, ocorrida em águas internacionais na quarta-feira.
A ação foi executada pela Marinha de Israel, que interceptou a embarcação da flotilha na tentativa de entregar ajuda humanitária a Gaza. Na quinta-feira, todos os ativistas foram deportados de Israel, conforme anúncio do Ministério das Relações Exteriores.
A repercussão internacional aumentou após o vídeo viralizar, com críticas de governos ocidentais e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, além de declarações de apoio dos Estados Unidos. Países europeus convocaram embaixadores israelenses para exigir explicações e pedir mudanças no tratamento aos detidos.
Reações internacionais e desdobramentos
Em várias capitais, autoridades condenaram o que classificaram como violação de normas de dignidade humana. O Reino Unido apontou violação de padrões básicos, enquanto a França solicitou a libertação imediata dos detidos. A Itália requisitou um pedido de desculpas, e a Espanha afirmou que não toleraria maus-tratos a cidadãos espanhóis. O embaixador dos EUA em Israel criticou a conduta de Ben-Gvir, dizendo que houve quebra de padrões de conduta.
As Nações Unidas destacaram que a prisão no mar pode ser ilegal e defendem investigação sobre eventuais abusos. O porta-voz do Alto Comissariado para Direitos Humanos reiterou a necessidade de responsabilização, caso comprovados maus-tratos.
Os organizadores da flotilha afirmaram que o objetivo era romper o bloqueio imposto a Gaza e entregar ajuda humanitária. A operação ocorre em meio a um cessar-fogo entre Israel e o Hamas, mediado pelos EUA, que vigora desde outubro de 2025 e prevê maior assistência humanitária a Gaza.
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