- A Igreja Yazhong, não registrada, em Wenzhou, na província de Zhejiang, foi demolida após meses de repressão do Partido Comunista Chinês.
- Veículos pesados de construção derrubaram o templo, a cruz foi retirada e o prédio foi coberto por lonas pretas.
- Nos dias 14 e 15 de dezembro, autoridades prenderam 103 membros da igreja durante uma operação e tomaram o controle do local.
- Durante a demolição, mais quatro membros foram detidos, incluindo You Ci’en; fiéis que falam sobre o caso continuam sendo presos ou interrogados.
- A repressão começou após a igreja se recusar a adotar medidas do governo, como a colocação da bandeira chinesa dentro e fora do templo; Wenzhou é conhecida como “Jerusalém da China”.
Uma grande igreja cristã foi demolida na China após meses de repressão estatal. O templo Yazhong, também conhecido como Igreja Yayang, ficou reduzido a escombros na cidade de Wenzhou, na província de Zhejiang. A demolição ocorreu com o uso de veículos pesados de construção.
Segundo a organização ChinaAid, os trabalhos foram acompanhados pela retirada da cruz do alto da igreja e pelo recobrimento do prédio com lonas pretas. A ação ocorreu após meses de medidas de controle por parte das autoridades locais.
Antes da demolição, a igreja foi alvo de repressão desde o ano passado, incluindo a invasão de parte da estrutura e a instalação de um mastro da bandeira. Em dezembro, 103 membros foram detidos durante operação das autoridades.
Mais recentemente, durante o processo de demolição, quatro membros adicionais da congregação foram detidos, entre eles You Ci’en. Testemunhas locais relatam que fiéis que tentaram falar sobre o caso têm sido presos e interrogados.
A igreja não é registrada formalmente, o que agrava o choque com o governo local. A repressão envolve restrições de acesso, vigilância e controles de entrada no espaço religioso.
Wenzhou, conhecida pela forte presença cristã, é vista por muitos como um polo da fé na China, às vezes referida como a “Jerusalém da China”. Nos últimos meses, porém, aumentaram as ações de fiscalização e repressão.
A China ocupa o 17º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, publicada pela Portas Abertas, que aponta dificuldades para a prática religiosa no país. Organizações de defesa dos direitos religiosos seguem monitorando o caso.
Entre na conversa da comunidade