- Aproximadamente 71% das startups brasileiras já iniciaram ou pretendem iniciar a internacionalização, com 63% mirando o mercado dos EUA.
- Especialistas ressaltam que o sucesso depende de planejamento estratégico para reduzir riscos ao operar em outros países.
- O primeiro passo recomendado é o planejamento tributário com base nas leis do país de destino, para evitar bitributação e surpresas fiscais.
- A organização precisa de estrutura jurídica e financeira robusta para monitorar riscos, adaptar-se ao mercado local e manter visão de longo prazo.
- Em muitos casos, empresas brasileiras usam estruturas de holding no exterior para facilitar captação de investimentos e futuras saídas, com a tributação ligada ao Brasil conforme o modelo adotado.
A expansão de startups brasileiras para o exterior é viável, desde que haja decisão estratégica. Um estudo da Endeavor aponta que cerca de 71% das startups estudadas já iniciaram ou pretendem internacionalizar, com 63% mirando os EUA. A orientação é planejar para evitar surpresas.
Especialistas ressaltam que o fluxo atual indica crescimento e busca por novos mercados. Contudo, é preciso planejamento consistente, pois legislações são diferentes, e erros de avaliação podem aumentar custos e riscos fiscais.
O alerta vem de Alexandre Piquet, fundador da Piquet Law Firm, sediada em Miami. Ele afirma que o movimento é positivo, mas exige governança para entender regras locais, tributação e gestão de riscos ao operar em território estrangeiro.
O primeiro passo sugerido é o planejamento tributário com base nas leis do país de destino. O objetivo é mitigar riscos, como possíveis situações de bitributação, que podem ser evitadas com antevisão de tratados internacionais vigentes.
Além da tributação, a estrutura jurídica e financeira precisa ser robusta. O objetivo é prever riscos, adaptar-se ao mercado local e manter visão de longo prazo, evitando custos de adaptação não previstos.
Estes pontos são apresentados como as principais dificuldades de expansão rápida sem definição de objetivos de curto, médio e longo prazos, além de understating de custos cambiais e riscos de governança.
Modelo de negócio
Especialistas da Piquet Law Firm destacam que grupos brasileiros costumam adotar estruturas de holding no exterior para facilitar captação de investimentos e alinhamento com padrões de venture capital.
Essa configuração pode ser estratégica para eventos de liquidez, como venda da startup, especialmente em jurisdições com regimes fiscais favorecidos. Nesses cenários, a tributação pode ocorrer no Brasil, dependendo da estrutura.
A escolha da estrutura deve considerar estágio da empresa, estratégia de crescimento, acesso a investidores internacionais e o horizonte de liquidez pretendido, bem como proteção patrimonial e sucessória.
Atenção especial aos regimes fiscais locais e à forma de distribuição de lucros e ganhos de capital, já que isso pode impactar a carga tributária do negócio no exterior e no Brasil.
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