- Israel informou que liberou todos os militantes que estavam na flotilha humanitária para Gaza e expulsou os 430 militantes de 40 nacionalidades.
- Durante a detenção, os militantes foram obrigados a se ajoelhar, com as mãos amaradas, na presença do ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir.
- A forma de tratamento gerou reação internacional, com França, Reino Unido, Itália, Espanha, Polônia, Países Baixos, Portugal e Canadá convocando embaixadores israelenses.
- O primeiro‑ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e a coalizão governista criticaram o comportamento de Ben‑Gvir, dizendo que não condiz com valores israelenses.
- Ativistas repatriados relataram agressões físicas em centros de detenção; autoridades israelenses não comutar comentários sobre as acusações.
Os militantes da flotilha humanitária para Gaza interceptada pela marinha israelense na terça-feira, 19 de maio, foram expulsos de Israel conforme anúncio do Ministério das Relações Exteriores nesta quinta-feira, 21 de maio. A operação teve como objetivo levar ajuda humanitária a Gaza.
Segundo o governo israelense, todos os membros detidos foram repatriados para seus países de origem ou para terceiros destinos. O processo ocorreu após a detenção e cumprimento de procedimentos legais, sem detalhamento adicional sobre o destino final de cada pessoa.
A repercussão internacional foi imediata. Vários governos condenaram o tratamento dado aos militantes, e o ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, foi alvo de críticas por ter observado a detenção de perto, entre militantes amarrados.
Repercussões diplomáticas se intensificam
França informou a expulsão de 37 de seus cidadãos para a Turquia, com outros países já anunciando ações semelhantes. A Turquia planeja voos especiais para repatriar seus cidadãos e alguns estrangeiros detidos.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e a coalizão interna também foram questionados sobre as críticas recebidas. O governo de Israel afirmou que o comportamento não condiz com valores do país, sem detalhar medidas.
O chanceler francês e o chanceler turco anunciaram que pedem explicações das autoridades israelenses. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido descreveu as condições de detenção como inaceitáveis e pediu esclarecimentos.
Contexto e números da operação
Segundo organizadores, a flotilha Global Sumud reunia 430 militantes de 40 nacionalidades, com 50 navios. A missão buscava levar assistência humanitária a Gaza, em meio a uma crise humanitária prolongada.
O embaixador dos EUA em Israel comentou desvio de conduta, enquanto autoridades internacionais pediram responsabilização. O tema gerou cobertura contínua de organizações internacionais e imprensa mundial.
Não houve confirmação imediata de detalhes sobre relatos de agressões durante a detenção por parte de autoridades israelenses. O Ministério das Relações Exteriores de Israel não respondeu a pedidos de esclarecimento.
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