- Ativistas estrangeiros da flotilha de Gaza devem começar a ser deportados nesta quinta-feira, 21, após indignação internacional provocada por um vídeo de um ministro mostrando-os humilhados na detenção.
- Cerca de quatrocentos trinta tripulantes, em aproximadamente cinquenta embarcações, foram interceptados pelo exército israelense no Mediterrâneo, a oeste de Chipre, na segunda-feira.
- Eles foram levados para Israel e detidos na prisão de Ktziot; a maior parte estava sendo transferida para o Aeroporto Ramon, no sul do país, para a deportação, segundo a organização Adalah.
- A Turquia anunciou voos especiais para repatriar seus cidadãos e de terceiros países; contudo, um ativista alemão-israelense deverá comparecer a um tribunal em Ashkelon.
- O episódio envolvendo o vídeo de Itamar Ben Gvir, que mostrou os ativistas ajoelhados com as mãos amarradas, gerou condenações internacionais e críticas dentro do governo, com o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, dizendo que as imagens não representam os valores de Israel.
Ativistas estrangeiros da flotilha que buscava chamar atenção para a situação em Gaza devem começar a ser deportados nesta quinta-feira (21). Segundo a organização israelense Adalah, a maior parte dos participantes estava sendo levada para o Aeroporto Ramon, perto de Eilat, no sul de Israel, para a deportação.
A flotilha, com cerca de 430 tripulantes a bordo de aproximadamente 50 embarcações, foi interceptada pelo exército israelense no Mediterrâneo, a oeste de Chipre, na última segunda-feira. Os envolvidos foram levados à força para Israel e detidos na prisão de Ktziot, conforme informações da Adalah.
A Adalah informou que, inicialmente, os ativistas deveriam comparecer aos tribunais para tratar de expulsões, mas posteriormente indicou, apenas por meio de Moatassem Zeidan, que eles não seriam levados a julgamento. A notícia reforça a tensão diplomática que envolve o caso.
Deportação e contexto
O governo turco informou que organizará vôos especiais para repatriações de cidadãos turcos e de terceiros países. Em contraste, um ativista alemão-israelense que integrava o comboio deverá comparecer a um tribunal em Ashkelon. Esse desdobramento ocorre após a internação de vídeos envolvendo autoridades israelenses.
Os integrantes da Global Sumud Flotilla defendiam a abertura de vias marítimas para a Faixa de Gaza, sob bloqueio por Israel há anos, para denunciar a crise humanitária na região. O episódio ocorre em meio a críticas internacionais sobre a conduta das autoridades durante a detenção.
A crise chegou aos estamentos oficiais do governo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel tem o direito de impedir entradas de flotilhas que, segundo ele, não respeitam as águas territoriais. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, divulgou um vídeo com as imagens dos militantes detidos, gerando repercussão internacional e críticas de outros membros do governo.
A divulgação das imagens também gerou contestação entre ministros. O chanceler Gideon Saar disse que as imagens não condizem com os valores de Israel e acusou Ben Gvir de prejudicar a imagem do país, enquanto o próprio Ben Gvir defendeu o material como legítima expressão.
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