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Líder supremo afirma que urânio enriquecido deve permanecer no Irã

Líder supremo determina que urânio enriquecido permaneça no Irã, aprofundando atrito com EUA e dificultando acordo de paz mediado pelo Paquistão

Uma mulher caminha ao lado de uma faixa com a foto do novo Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em Teerã, Irã, 8 de maio de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
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  • O líder supremo do Irã, aiatolá-khamenei, determinou que o urânio enriquecido próximo do nível para armas não deve deixar o país.
  • A medida reforça a posição do Irã nas negociações de paz mediadas pelo Paquistão, uma das principais exigências dos Estados Unidos.
  • Autoridades israelenses afirmaram que o presidente dos EUA, Donald Trump, garantiu a Israel que o estoque seria retirado do Irã e que qualquer acordo terá essa cláusula.
  • O Irã é visto como fonte de tensão entre EUA, Israel e o Irã, com enriquecimento de até 60% e debates sobre o destino do material próximo aos 90% necessários para uma arma.
  • A Agência Internacional de Energia Atômica aponta que o Irã possuía 440,9 kg de urânio enriquecido a 60% em junho de 2025; autoridades iranianas sugerem soluções como diluição sob supervisão da AIEA.

O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, determinou que o urânio iraniano enriquecido próximo do nível para armas nucleares não deve deixar o país. A diretriz foi relatada à Reuters por duas fontes iranianas de alto escalão. A medida endurece a posição de Teerã nas negociações de paz mediadas pelo Paquistão.

A orientação reforça a resistência do Irã a enviar o material ao exterior, segundo as fontes. A expectativa era que o estoque correspondente pudesse sair do país, mas o governo permanece dividido entre manter o que possui e buscar garantias de segurança. O tema é central para as negociações com EUA e seus aliados.

Israel e EUA descrevem o urânio enriquecido a 60% como essencial para fins militares, o que intensifica a tensão na região. O Irã sustenta que parte do urânio de alta concentração tem usos médicos e de pesquisa, além de justificar por questões de saúde pública.

Autoridades israelenses afirmam que Trump recebeu garantias de que o estoque altamente enriquecido seria retirado do Irã, condicionando um acordo de paz à eliminação dessa posição. Netanyahu disse que a guerra não pode encerrar enquanto o urânio permanecer no país.

O cessar-fogo vigente é frágil e não avança para uma solução abrangente. O bloqueio de portos iranianos e o controle do Estreito de Ormuz complicam as negociações mediadas pelo Paquistão, com perspectivas ainda incertas.

Ghalibaf, principal negociador iraniano, apontou que movimentos do que classifica como inimigo sinalizam novos ataques. Uma das fontes citou a possibilidade de diluição do estoque sob supervisão da AIEA como caminho viável para avançar.

A AIEA divulgou que, antes dos ataques de 2025, o Irã possuía cerca de 441 kg de urânio enriquecido a 60%. O órgão informou que parte do material esteve armazenado em Isfahan e Natanz e que o volume restante é incerto.

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