- O ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, de 35 anos, defende que a guerra seja cada vez mais movida a máquinas, com armas autônomas no centro da estratégia do país.
- Em uma exposição, ele observou um drone com braços de fibra de carbono e hélices grandes que substitui um obus de 155 milímetros, com capacidade de lançar projéteis.
- Fedorov afirma que armas autônomas são “as novas armas nucleares” e que países que as possuírem estarão protegidos, defendendo avanços tecnológicos para a defesa.
- A estratégia de Ar, Terra e Economia prevê interceptar drones e mísseis russos, ampliar as baixas russas e afetar a economia de Moscou para pressionar um acordo de fim da guerra.
- Houve atrito entre Fedorov e o comando militar ucraniano, com divergências sobre a velocidade da transição para combate não tripulado após incidentes na linha de frente.
Mykhailo Fedorov, ministro da Defesa da Ucrânia, de 35 anos, aposta na tecnologia para sustentar a resistência do país. Em uma exposição de defesa em Kiev, ele avaliou um drone com braços de fibra de carbono, capaz de substituir um obus de 155 mm, apontando para uma futura geração de armamentos autônomos.
O aviador de Dnipro tem moldado uma visão estratégica que propõe transferir o máximo do combate para sistemas não tripulados. Em entrevista, ele afirmou que armas autônomas são uma salvaguarda de segurança para nações que as possuam. O objetivo é reduzir a dependência de tropas humanas em cenários de guerra.
A estratégia Ar, Terra e Economia, apoiada pelo presidente Volodmir Zelenski, prevê interceptar drones e mísseis inimigos com tecnologia avançada, além de reduzir custos humanos. Fedorov diz que os protótipos devem ser baratos, descartáveis e difíceis de neutralizar, para manter a vantagem tecnológica.
Na Ucrânia, o emprego de IA em armamentos está nos estágios iniciais, com uso mais comum em reconhecimento de alvos. O ministro descreve essa fase como base para ampliar o arsenal, mantendo o efetivo reduzido diante das limitações militares.
A disputa entre Fedorov e o comando das Forças Armadas já ganhou contornos de atrito. Generais preferem estratégias tradicionais; alguns chefes de unidades criticaram a rapidez de adoção de sistemas autônomos diante de confrontos em campo, como o ataque de uma brigada perto de Pokrovsk.
Apesar das divergências, Fedorov mantém a agenda de diálogo com a cúpula militar. Recentemente, ele-reuniu-se com executivos de tecnologia para ampliar a integração de IA em planejamento de ataques de longo alcance e em análises de dados de inteligência.
Além de interlocuções com o Vale do Silício, o ministro passou a trabalhar com empresas de defesa para acelerar a produção de protótipos. Em visitas a feiras de drones, ele enfatizou a ideia de equipamentos baratos, fáceis de substituir e prontos para uso em combate.
De acordo com assessores, Fedorov dedica longas jornadas de trabalho, com reuniões diárias e foco na digitalização dos serviços de defesa. Sua trajetória começou na área de tecnologia, migrando de empreendedorismo para a gestão pública digital sob o governo de Zelenski.
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