- O Talibã publicou o documento Princípios de Separação Entre Cônjuges, alterando a legislação de casamentos no Afeganistão.
- A idade mínima para casamento foi reduzida de 16 para 9 anos, permitindo matrimônios infantis.
- O texto entende consentimento de forma extrema: o silêncio de uma menina virgem é interpretado como consentimento.
- Especialistas internacionais enxergam a medida como institucionalização do estupro infantil e da violência doméstica.
- O tema foi discutido no podcast O Assunto, com a participação da jornalista Adriana Carranca.
O governo do Afeganistão, controlado pelo Talibã, publicou um documento intitulado Princípios de Separação Entre Cônjuges que altera a legislação de casamentos no país. Segundo o texto, a idade mínima para o casamento foi reduzida de 16 para 9 anos, com validade prática para matrimônios forçados. Especialistas apontam que a norma institucionaliza a violência contra meninas.
A medida redefine a proteção legal de crianças em ambientes rurais, onde casamentos infantis já eram comuns. O documento também estabelece uma leitura ampla de consentimento, afirmando que o silêncio de uma menina virgem pode ser interpretado como aceitação. Organizações internacionais criticam a decisão como violação de direitos humanos.
A divulgação ocorreu nas últimas semanas, em meio a cobranças de organismos de direitos humanos e governos estrangeiros. Especialistas destacam que a mudança aumenta riscos de abuso e viola direitos fundamentais das meninas. A edição do texto é percebida como um marco na política de gênero do regime.
Repercussões e análises destacam o impacto imediato sobre famílias vulneráveis. Fontes jurídicas internacionais ressaltam que a norma contrasta com compromissos de proteção de menores. Observadores indicam que o parâmetro do consentimento pode abrir brechas para abusos com consequências duradouras.
Contexto e reações internacionais
A medida gerou alerta de organizações de direitos humanos, que classificam a mudança como retrocesso grave. Países da região e blocos internacionais cobram esclarecimentos sobre a aplicação prática da lei. Especialistas afiram que a norma agrava desigualdades de gênero no país.
Em resposta, autoridades afegãs enfatizam a soberania nacional sobre leis familiares. Analistas apontam ainda que mudanças desse tipo reduzem a proteção de meninas e dificultam o acesso à educação e à saúde. A comunidade internacional segue monitorando desdobramentos legais e humanitários.
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