Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

ONU aprova decisão histórica sobre responsabilização climática de países

Assembleia Geral da ONU aprova resolução histórica que reconhece obrigação legal dos Estados de combater as mudanças climáticas, com 141 votos a favor, 28 abstenções e 8 votos contra

Edifício da Assembleia Geral das Nações Unidas da ONU com bandeiras do mundo hasteadas em frente - First Avenue, Nova Iorque, EUA
0:00
Carregando...
0:00
  • A Assembleia Geral da ONU aprovou, na quarta-feira (20), uma resolução que insta os países a cumprirem obrigações climáticas, com base no parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça.
  • A votação terminou com 141 votos a favor, 28 abstenções e 8 contra; Belarus, Irã, Israel, Libéria, Rússia, Arábia Saudita, Estados Unidos e Iêmen votaram contra.
  • O parecer de Haia reconheceu as mudanças climáticas como ameaça existencial e estabeleceu obrigações jurídicas dos Estados para proteger o clima e cumprir compromissos internacionais.
  • A resolução chama governos a reduzir emissões, triplicar a capacidade de energia renovável, promover a transição para longe de combustíveis fósseis e eliminar subsídios fósseis ineficazes, além de solicitar um relatório do Secretário-Geral até setembro de 2027.
  • A União Europeia e organizações ambientais destacaram que a medida fortalece o multilateralismo e a responsabilização internacional em políticas climáticas.

A Assembleia Geral da ONU aprovou, nesta quarta-feira, uma resolução que reforça a obrigação jurídica dos Estados de combater as mudanças climáticas, com base no parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça. O vote ocorreu em Nova York, durante sessão plenária, mantendo o foco em medidas para reduzir emissões, ampliar energias renováveis e reduzir subsídios aos fósseis.

O parecer da corte de Haia, reconhecido como elemento orientador do direito internacional, afirma que as nações têm responsabilidades legais para proteger o clima e cumprir compromissos internacionais. A decisão não é vinculante por natureza, mas sua força moral e jurídica é significativa para litígios globais.

Diante da decisão, uma dúzia de países liderados por Vanuatu apresentou a proposta à ONU para reconhecer o parecer e buscar formas de implementá-lo. A comunidade internacional debate como traduzir esse parecer em ações efetivas, incluindo cooperação entre governos e setores relevantes.

A votação na Assembleia Geral resultou em 141 votos a favor, 28 abstenções e 8 contrários. Países que votaram contra foram Belarus, Irã, Israel, Libéria, Rússia, Arábia Saudita, Estados Unidos e Iêmen. O texto ressalta a necessidade de reduzir emissões, triplicar a capacidade de energia renovável e eliminar subsídios ineficientes aos combustíveis fósseis.

A UE destacou que o ato vai além do reconhecimento e fortalece a integridade do sistema multilateral, buscando implementar as recomendações do tribunal. A expectativa é de que o Secretário-Geral apresente relatório até a próxima sessão da Assembleia, em setembro de 2027, com propostas de implementação.

Analistas lembram que a resolução convida governos a agir de boa-fé, coordenar esforços globais e assegurar que políticas climáticas protejam direitos à vida, à saúde e a condições de vida adequadas. Organismos ambientais destacam o papel do acordo na promoção de uma transição energética justa.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais