- Deflagrada nesta quinta-feira (21), a operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo prendeu Deolane Bezerra no Brasil; ela havia chegado da Itália, onde seria presa em território europeu.
- O nome da influenciadora já constava em lista de procurados da Interpol; autoridades brasileiras pediram que a prisão ocorresse apenas após a deflagração da operação no Brasil.
- O promotor Lincoln Gakiya, que atua no caso, afirma que o objetivo foi evitar desencontros por fuso horário, já que a Itália está cinco horas à frente de Brasília; ele participa de reuniões com a Interpol na Itália.
- A investigação aponta suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC e aponta repasses da transportadora citada como pivô do esquema; há indícios de ligação entre Deolane e o crime organizado, sem registro de emprego formal na empresa.
- Além de Deolane, foram presos Everton de Souza e Paloma Camacho; na casa de Everton, a polícia apreendeu dinheiro em espécie, e também foi cumprido mandado de prisão contra Alejandro Herbas Camacho, irmão de Marcola.
Ação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público de São Paulo resultou na prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra nesta quinta-feira, 21 de maio. A operação envolveu a Interpol, promotores italianos e autoridades brasileiras, com foco em uma suposta relação com o crime organizado.
Deolane estava na Itália e deveria ser detida no território europeu. A prisão ocorreu no Brasil após a influenciadora retornar antes do previsto, apesar de seu nome já constar em lista de procurados da Interpol.
Segundo o MP-SP, o caso envolve uma lista mantida em sigilo. A decisão buscou evitar desencontros por fuso horário, já que a Itália está cinco horas à frente de Brasília. Gakiya participa de reuniões bilaterais com a Interpol na Itália.
Envolvidos e desdobramentos
Além de Deolane, foram presos Everton de Souza, apontado como operador financeiro da organização, e Paloma Camacho, sobrinha de Marcola, detida na Espanha. Em casa de Everton, a polícia localizou uma caixa com o nome da influenciadora contendo dinheiro em espécie.
Também foi cumprido mandado de prisão contra Alejandro Herbas Camacho, irmão de Marcola, que já está detido. Autoridades têm evidências de vínculos entre Deolane, uma transportadora e o PCC, com repasses financeiros detectados durante investigações.
As investigações apontam que Deolane abriu 35 empresas em um único endereço em Martinópolis, interior de São Paulo, em um imóvel próximo a uma casa popular. Não há confirmação de propriedade da residência pela influenciadora.
O promotor Lincoln Gakiya, que acompanha o caso, afirmou que a operação busca esclarecer o elo entre a influenciadora e o crime organizado. Ele destaca a cooperação entre promotores, autoridades italianas e a Interpol.
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