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Piratas reativam ameaças ao comércio marítimo após bloqueios no Oriente Médio

Piratas somalis voltam a ameaçar o comércio mundial, elevando custos, atrasos e desvio de rotas diante de gargalos no Oriente Médio

Navio-cargueiro trafega perto da costa da Somália (Foto: Especialista em Comunicação de Massa de 1ª Classe Michael R. McCormick/Marinha dos EUA/Wikimedia Commons)
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  • Piratas somalis voltam a ameaçar o comércio mundial devido aos gargalos no Oriente Médio; o Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou a retenção de pelo menos três embarcações — dois petroleiros e um navio cargueiro que transportava cimento — em águas próximas à Somália.
  • A rota alternativa pelo Cabo da Boa Esperança aumenta a exposição de navios a ataques de piratas ao passar perto da costa somali, enquanto o Estreito de Bab el-Mandeb registra queda no volume de petróleo transportado.
  • O Canal de Suez recebeu, em 2025, cerca de 12,7 mil navios em transposição, menos da metade dos 26 mil de 2023, conforme relatório da Autoridade do Canal.
  • A força de defesa europeia Antalanta libertou, no mês passado, um navio de bandeira iraniana retido por piratas; a operação recomenda vigilância reforçada aos navios que Transitarem a região.
  • Especialistas apontam que a pirataria add uma camada de custo ao transporte, com desvio de rotas, maiores seguros e contratos repensados, caso as tensões no Oriente Médio persistam.

O bloqueio de rotas no Oriente Médio voltou a permitir que piratas somalis atuem no comércio marítimo, segundo um comunicado recente do UK Maritime Trade Operations (UKMTO). Grupos criminais próximos à Somália estão retendo pelo menos três navios: dois petroleiros e um cargueiro de cimento.

Historicamente, as rotas que passam pelo Mar Vermelho e pelo Estreito de Bab el-Mandeb vinham sendo pressionadas por ataques e bloqueios, levando transportadores a buscar alternativas como o Cabo da Boa Esperança. Dados recentes indicam queda no tráfego pelo Canal de Suez e redução do fluxo de petróleo via Bab el-Mandeb.

A situação sinaliza um retorno da pirataria à região, com custos logísticos crescentes para o comércio mundial. Analistas destacam que grupos ligados a redes de pirataria podem atuar de forma mais oportunista diante de crises geopolíticas, ampliando a necessidade de planejamento de rotas mais longas.

Força da UE intervém e liberta navio retido

A Operação Atalanta, força naval da União Europeia, libertou no mês passado um navio de bandeira iraniana retido por piratas próximo à Somália. Em meio a esse episódio, autoridades reforçam a vigilância e pedem maior relato de atividades suspeitas pelos tripulantes.

Especialistas ouvidos pela imprensa apontam que o ressurgimento da pirataria acrescenta uma camada de risco aos transportadores que evitam o Mar Vermelho. A mobilização de capitais, navios de guarda-costas e maior custo de seguro são citados como impactos diretos pelo aumento da atividade criminosa.

O professor de relações internacionais da PUCPR afirma que o risco somali é distinto do risco político-militar no Oriente Médio, dependendo de fatores como tempo de resposta a sequestros, custo de resgate e infraestrutura para operações de resgate, o que ele classifica como uma operação logística complexa.

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