- A Rússia voltou a criticar a pressão dos EUA sobre Cuba, afirmando que o bloqueio econômico provoca consequências devastadoras para a população.
- As declarações do Kremlin acontecem após os EUA apresentarem acusação contra Raúl Castro, de 94 anos, por suposta conspiração para matar norte-americanos.
- Os Estados Unidos dizem que Raúl Castro ordenou, em 1996, o ataque contra duas aeronaves civis ligadas ao grupo Brothers to the Rescue, que resultou na morte de quatro pessoas.
- O governo russo sustenta que o endurecimento das medidas e o envio de forças militares aumentam a crise humanitária em Cuba.
- Em resposta, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel chamou a acusação de manobra política sem fundamento jurídico, enquanto o ex-presidente Donald Trump negou que o envio do porta-aviões USS Nimitz tenha caráter intimidatório.
O Kremlin afirmou nesta quinta-feira 21/5 que o bloqueio econômico imposto aos Cuba agrava a crise humanitária no país. A posição foi divulgada após a escalada de tensões com os Estados Unidos.
Segundo o porta-voz Dmitry Peskov, o endurecimento das medidas norte-americanas e o envio de forças para a região aprofundam o sofrimento da população cubana. A declaração reforça o repúdio russo às ações de Washington.
A acusação dos EUA contra o ex-presidente Raúl Castro, de 94 anos, por conspiração para matar cidadãos norte-americanos e outros crimes, intensifica a tensão entre os dois países. Washington afirma que Castro ordenou ataques a aeronaves civis em 1996.
A denúncia envolve o tiroteio de duas aeronaves conectadas ao grupo Brothers to the Rescue, resultando na morte de quatro pessoas, incluindo três norte-americanos. O caso eleva o temor de novas operações contra Cuba.
Díaz-Canel classificou a acusação dos EUA como manobra política sem fundamento jurídico, em meio ao endurecimento da política externa dos EUA na região. Trump negou que o envio do porta-aviões seja uma medida de intimidação.
O porta-aviões USS Nimitz foi destacado pelo governo dos EUA na região do Caribe, em meio à tensão com Havana. A medida é apresentada como parte de uma postura de pressões estratégicas, segundo autoridades americanas.
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