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Rússia faz ameaça nuclear; EUA testam míssil, vídeo divulgado

Rússia realiza maior exercício nuclear desde a Guerra Fria; EUA testa mísseis, elevando tensão com a Otan e drones em incursões no Báltico

Veículo militar verde transporta míssil grande em estrada cercada por árvores verdes. Outros veículos militares seguem atrás na mesma estrada.
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  • A Rússia elevou a retórica nuclear durante os maiores exercícios desde a Guerra Fria, com o porta-voz Dmitri Peskov chamando a manobra de sinal contínuo, concentrada em Belarus.
  • Os Estados Unidos fizeram um teste de rotina do míssil Minuteman-3, já programado há meses; lançamentos anteriores foram adiados para evitar escalada.
  • A tensão nos Bálticos aumentou: a Estônia declarou alerta de invasão de espaço aéreo, após incidentes com drones na Letônia e na Lituânia, com caças da OTAN acionados.
  • Moscou acusou a Ucrânia de usar território dos aliados para ataques a infraestrutura russa; a OTAN minimizou as afirmações, e a chanceler russo avisou que a aliança não impede retaliação.
  • O exercício divulgou operações com armas nucleares táticas em Belarus, incluindo simulacros com mísseis Iskander e vídeos de aviões de ataque, num contexto de possível corrida armamentista nuclear entre grandes potências.

A Rússia elevou a retórica nuclear nesta quinta-feira, ao encerrar seus maiores exercícios que envolvem armas de uso tático em Belarus. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, chamou a manobra de sinal claro, mesmo com a prática sendo apresentada como rotina pelas autoridades russas.

Enquanto isso, os Estados Unidos realizaram, na véspera, um teste de ICBM com o míssil Minuteman-3, medida prevista há meses. O teste ocorreu em meio a tensões crescentes com a Rússia e com aliados da Otan na região europeia.

As manobras ocorrem em um contexto de tensão com os países bálticos, membros da Otan que registram novas incursões de drones na região. O Exército russo mostrou operações com mísseis Iskander em Belarus e vídeos de aeronaves de ataque, movimentando forças que já mobilizaram milhares de tropas.

Repercussos e acusações

Estônia declarou alerta de invasão do espaço aéreo pela segunda vez em pouco tempo, citando drones possivelmente operados pela Ucrânia. Caças da Otan foram acionados para patrulhar os céus dos Bálcãs, sem registro de abatimento ou origem dos aparelhos.

Autoridades russas afirmaram que vizinhos facilitam ataques contra infraestrutura e cidades russas, incluindo ataques com apoio ucraniano. O secretário-geral da Otan minimizou as alegações, chamando-as de infundadas. A chancelaria russa reiterou a retaliação potencial, independentemente de adesão à aliança.

Contexto estratégico

Cerca de 64 mil militares teriam participado dos exercícios, segundo a imprensa russa, com foco em armas nucleares táticas em Belarus. O objetivo, segundo Moscou, foi demonstrar capacidade de resposta a cenários europeus de conflito, além de destacar a presença de forças estratégicas.

Na prática, o treinamento mostrou mísseis da família Iskander, com alcance de 500 km, lançados de plataformas móveis em florestas, além de imagens de bombardeiros Su-25 e submarinos. O material também incluiu a apresentação de armas estratégicas usadas para dissuasão.

Panorama internacional

A operação coincide com a visita de Putin a Xi Jinping, encerrada na quarta-feira, que não resultou em acordo para um novo gasoduto, mas apresentou uma frente unida entre Rússia e China frente ao Ocidente. O acúmulo de arsenal nuclear russo permanece entre os maiores do mundo, com a competição tecnológica em vantagem para a Rússia em alguns vetores.

Entre as incertezas, observadores apontam que a retirada de regimes de controle de armas por parte de Washington aumenta o risco de uma corrida armamentista. A comunidade internacional acompanha com atenção as movimentações de Moscou e as respostas da Otan, especialmente nos Bálcãs.

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