- Putin e Alexander Lukashenko acompanharam por videoconferência os testes de armas de capacidade atômica, ocorridos entre os dias vinte e um de maio, no maior exercício nuclear desde o fim da Guerra Fria.
- Foi realizado o primeiro treinamento conjunto de gestão de forças nucleares estratégicas e táticas entre Rússia e Bielorrússia, segundo Putin.
- O Ministério da Defesa divulgou vídeos que mostram lançadores de mísseis, caças-bombardeiros, jatos com capacidade nuclear e unidades navais envolvidas no exercício.
- Kiev e países da Otan expressaram preocupação com o treino; Moscou afirma que a ação é defensiva e que o uso de armas nucleares seria uma medida extrema.
- O porta-voz do Kremlin disse que exercícios são sinal e fazem parte do desenvolvimento militar; o evento envolve cerca de sessenta e quatro mil pessoas.
O presidente russo Vladimir Putin e o líder bielorrusso Alexander Lukashenko participaram de uma videoconferência nesta quinta-feira, 21, para acompanhar testes de armas com capacidade atômica. Os exercícios, descritos como o maior treino nuclear desde o fim da Guerra Fria, ocorreram entre Rússia e Bielorrússia.
Putin disse que o treino conjunto das forças nucleares estratégicas e táticas busca preparar as tropas para eventual uso de armamento nuclear, em uma reunião transmitida pelo site oficial do Kremlin. Lukashenko afirmou que as operações são defensivas e visam capacitar as forças para manusear o aparato nuclear.
Os exercícios, iniciados na terça-feira, 19, envolvem coordenação entre oficiais de Moscou e Minsk para responder a cenários de uso de armas atômicas. O objetivo declarado é treinar a interação entre as unidades em situações de crise.
Detalhes dos testes
O Ministério da Defesa russo divulgou vídeos que mostram lançadores atravessando florestas, caças-bombardeiros e aeronaves com capacidade nuclear em decolagens, além de navios e submarinos na água. Também foram registradas atividades de munições nucleares nas instalações de armazenamento na Bielorrússia.
A pasta afirmou que as forças de mísseis estratégicos realizaram medidas para colocar unidades em prontidão para lançamentos, destacando o treinamento de preparação e uso de armas nucleares em caso de agressão. As imagens reforçam o caráter operacional do exercício.
Reação internacional
A condução dos treinos aumentou preocupações entre os países da Otan e a Ucrânia, que teme nova ofensiva russa a partir de Belarus. Kiev reforçou a vigilância ao longo de sua fronteira, citando riscos de escalada regional.
Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que os exercícios também servem para demonstrar poder militar, destacando que qualquer exercício é um “sinal”. O governo russo, no entanto, afirma que a finalidade é demonstrar capacidade de defesa.
Contexto estratégico
Segundo Moscou, o exercício envolve 64 mil pessoas e visa treinar a preparação e o uso de forças nucleares em caso de agressão. A iniciativa ocorre em meio a tensões globais crescentes e a respostas internacionais a ações russas na região.
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