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Submarino soviético sob o Ártico guarda poder termonuclear para lançar guerra

Submarino nuclear Delta IV, símbolo da dissuasão russa, permanece oculto sob o gelo ártico com capacidade de resposta estratégica, enquanto transita para a geração Borei

Mapa mostra Kola, Mar de Barents e presença submarina no Ártico
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  • Submarino nuclear da classe Delta IV (Projeto 667BDRM Delfin) nasceu na União Soviética, entrou em serviço a partir de 1984 e teve sete unidades construídas em Sevmash, Severodvinsk.
  • Opera principalmente no Oceano Atlântico Norte, com foco no Mar de Barents e no Ártico, mantendo patrulhas prolongadas sob camadas de gelo.
  • O submarino tem cerca de 167 metros de comprimento e deslocamento submerso em torno de 18.200 toneladas, com função de dissuasão estratégica naval.
  • A base operacional está ligada à região de Gadzhiyevo, na Península de Kola, integrada à Frota do Norte.
  • Mesmo em transição para a classe Borei, os Delta IV permanecem em serviço para evitar lacunas na dissuasão e manter capacidade de resposta durante a troca de geração.

O submarino nuclear da classe Delta IV, originário da União Soviética, compõe a base da dissuação estratégica russa. Projetado para patrulhar o Ártico e o Mar de Barents, ele combina grande porte, propulsão nuclear e missões prolongadas sob camadas de gelo.

Desse jeito nasceu a geração Delta IV, também chamada de Projeto 667BDRM Delfin. Desenvolvida no final dos anos 1970, entrou em serviço a partir de 1984. Sete unidades foram construídas em Sevmash, Severodvinsk, e integradas à Frota do Norte.

A base operacional fica associada à região de Gadzhiyevo, na Península de Kola. A estratégia de bastião privilegia presença discreta em águas protegidas, com o gelo ártico dificultando a detecção e a vigilância externa.

Dados da Delta IV

A classe tem cerca de 167 metros de comprimento e deslocamento submerso em torno de 18.200 toneladas. Foi concebida para operar por longos períodos com uma tripulação numerosa. Sua função principal é a dissuão estratégica naval.

Mesmo com a chegada dos submarinos Borei, a Delta IV permaneceu em serviço durante a transição entre gerações. A substituição gradual evita lacunas na capacidade de dissuasão enquanto novas plataformas entram em operação.

A dissuasão submarina sob o gelo

A diferença-chave da dissuasão submarina é a imposição de incerteza ao adversário. Submersos, os submarinos estratégicos mantêm mobilidade, autonomia de patrulha e sigilo geográfico. O gelo e o ambiente ártico fortalecem essa vantagem.

A presença silenciosa no Atlântico Norte e no Atlântico Ártico continua sendo tema sensível em debates de segurança europeia. A posição de cada país em defesa nuclear é tratada como tema estratégico de Estado, com foco em estabilidade e contenção.

O Delta IV, ainda ligado a uma lógica criada na Guerra Fria, representa uma era em que o segredo e a dissuasão moldam a dissuasão global. A transição para a classe Borei não elimina esse modelo, apenas o atualiza com tecnologia mais recente.

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