- Onze australianos estavam entre os detidos pela Defesa israelense após a interceptação, com alegações de tortura, agressões sexuais, agressões físicas e disparos não letais.
- Zack Schofield, de Sydney, afirmou que uma ativista irlandesa foi derrubada e amarrada durante o processamento, e que vários detidos receberam ferimentos e necessitaram de atendimento médico.
- O ministro de Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, foi filmado provocando ou torturando ativistas, e enfrentou condenação internacional; Ben-Gvir afirmou ter tratado os detidos com “sensibilidade”.
- Os ativistas alegam que foram mantidos em condições duras, com vigilantes mascarados, privação de água, uso de rastos de ordem de ficar com os braços erguidos e separação de células com frequência.
- Testemunhas australianas descrevem abusos adicionais a bordo de uma embarcação de prisão e após a chegada ao porto de Ashdod, enquanto o governo de Israel afirma que ninguém foi prejudicado entre os mais de quatrocentos participantes.
Após interceptação das embarcações da Global Sumud, 11 australianos ficaram detidos pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) na região de Gaza, nesta semana. Os ativistas alegam terem sido submetidos a maus-tratos, incluindo agressões, choques e abusos durante a detenção.
Segundo relatos, as operações começaram quando navios com ajuda humana foram interceptados por navios da IDF, que deslocaram os ocupantes para centros de processamento e, depois, para embarcações prisionais. A sequência de incidentes gerou denúncias de violência generalizada entre os detidos.
Entre os detidos, constam 11 australianos, com relatos de tortura, agressões sexuais, espancamentos e disparos não letais, segundo representantes da flotilha. O embaixador de Israel na Austrália, Hillel Newman, negou as irregularidades, afirmando que todos receberam tratamento adequado.
A delegação australiana envolvida incluiu membros que, após a liberação, buscaram atendimento médico. Três ativistas foram encaminhados a hospitais na Turquia, e outros apresentaram ferimentos visíveis, com fotografias de hematomas e ferimentos na pele.
Uma sobrevivente australiana, Juliet Lamont, relatou agressões físicas graves em uma embarcação vinculada à operação. A narradora descreveu violência sistemática por parte de soldados, com relatos de brutalidade de ordem superior a tensões anteriores em outra flotilha. Outras vítimas também relataram traumas.
Os relatos indicam que a movimentação dos detidos ocorreu sob forte vigilância e com restrições físicas, como posições de alongamento prolongadas e pouca água disponível. Testemunhas destacam que os guardas eram mascarados durante as abordagens.
Entre os envolvidos, Itamar Ben-Gvir, ministro da Segurança de Israel, apareceu em vídeo provocando os detidos. A repercussão internacional ocorreu após a divulgação de imagens que mostram o ministro em atuação, o que gerou críticas em várias capitais, inclusive na Austrália.
O chanceler australiano já afirmou que as ações de Ben-Gvir foram amplamente condenadas no país, enquanto autoridades israelenses defendem que o comportamento do ministro não condiz com as normas nacionais. A posição oficial do governo israelense reconheceu um tom de desaprovação em relação às imagens.
No total, mais de 400 pessoas participaram da operação, segundo os organizadores da Global Sumud. Além dos relatos de agressões, houve denúncias de prisões em condições precárias, com detentos em trajes prisionais, em pisos frios sem coberturas adequadas.
A flotilha Global Sumud busca entregar alimentos e suprimentos a Gaza. Dados da Organização das Nações Unidas para a coordenação humanitária indicam que a operação envolve atividades de apoio à população local, incluindo ações de alimentação e ajuda médica, ainda que a resposta tenha gerado controvérsias.
Entre os relatos veiculados, Neve O’Connor, estudante de Melbourne, descreveu agressões físicas durante a detenção e a transferência entre celas, além de pressões psicológicas. Outros ativistas mencionaram seguidos de interrogatórios e revistas rigorosas durante o processo de detenção.
Anny Mokotow, outra participante australiana, afirmou ter participado da flotilha para ampliar a visibilidade internacional sobre a situação em Gaza, expressando, segundo o relato, que a operação humanitária enfrenta resistência institucional em diversos níveis.
As autoridades de Israel foram acionadas para comentar as acusações, com pedidos de esclarecimentos ainda em andamento. O material sobre os incidentes gerou cobertura internacional, com ressalvas de neutralidade e verificabilidade das informações.
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