- Casos suspeitos de ebola na República Democrática do Congo somam 750, com 177 mortes até sexta-feira (22/5); na semana anterior eram 246 casos e 65 mortes.
- A Organização Mundial da Saúde elevou o risco de surto para muito alto em nível nacional e alto para Uganda, emitindo alerta internacional sobre a propagação.
- O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, disse que a situação é profundamente preocupante.
- A OMS enviou 22 profissionais de saúde ao Congo para apoiar a resposta.
- A doença envolve a cepa Bundibugyo; não há vacina disponível e basta um caso de contato para colocar todos em risco, segundo autoridades.
O número de casos suspeitos de ebola na República Democrática do Congo quase triplicou em uma semana. Até sexta-feira (22/5), eram 750 casos e 177 mortes, frente a 246 casos e 65 mortes na semana anterior. A situação foi classificada como de alto risco pela OMS.
Nesta sexta, a Organização Mundial da Saúde elevou o risco de surto para muito alto em nível nacional e alto para Uganda. A OMS também alertou internacionalmente sobre o risco de propagação e enviou 22 profissionais de saúde ao Congo. O diretor-geral Tedros Ghebreyesus apontou preocupação com o cenário.
Mohamed Yakub Janabi, diretor regional da OMS para a África, ressaltou que subestimar o surto seria um erro, principalmente por tratar-se de uma cepa Bundibugyo sem vacina disponível. Ele lembrou que qualquer contato pode sustentar a transmissão, pedindo atenção necessária.
O que é Ebola
A doença é causada por um vírus transmitido de animais selvagens para humanos e, entre pessoas, por contato direto com fluidos corporais ou superfícies contaminadas. A letalidade média fica em torno de 50%, podendo chegar a 90%.
O Ebola se manifesta com febre, cefaleia, fraqueza, diarreia, vômitos, dor abdominal, inapetência, dor ao engolir e manifestações hemorrágicas. Não há registro de casos no Brasil.
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