- Os Estados Unidos sancionaram Faustine Jackson Mafwele, oficial sênior da Polícia da Tanzânia, por alegações ligadas a tortura e violência sexual contra ativistas de direitos humanos, Boniface Mwangi e Agather Atuhaire, no ano passado.
- A designação foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio, com base em informações consideradas críveis de violações graves aos direitos humanos.
- Mafwele ocupa o cargo de comissário-adjunto sênior da polícia da Tanzânia, sendo o primeiro alto funcionário do governo sob a gestão da presidente Samia Suluhu Hassan a enfrentar sanções externas.
- Em resposta, o governo da Tanzânia disse que ainda não recebeu a notificação formal da designação, que impede Mafwele de entrar nos Estados Unidos.
- Ativistas e organizações de direitos humanos, como Amnistia Internacional e Human Rights Watch, já haviam pedido investigações sobre prisões arbitrárias, tortura e repatriação forçada dos dois ativistas durante a visita ao país.
The US sancionou um oficial sênior da polícia da Tanzânia por alegações ligadas a tortura e agressão sexual contra direitos activistas do Leste Africano, Boniface Mwangi e Agather Atuhaire, ocorridas no ano passado. A designação foi anunciada pelo secretário de Estado, Marco Rubio.
Segundo o Departamento de Estado, Faustine Jackson Mafwele, atualmente assessor-geral da polícia da Tanzânia, foi incluído com base em informações credíveis de envolvimento em violações graves de direitos humanos. A medida proíbe Mafwele de entrada nos EUA.
A Tanzânia ainda não recebeu formalmente a designação, informou o ministro das Relações Exteriores, Mahmoud Thabit Kombo, à BBC. O governo não comentou imediatamente as acusações específicas.
Contexto e Reações
A repressão a direitos humanos na Tanzânia volta a ganhar atenção, com parlamentares dos EUA pedindo ações mais firmes. Mwangi e Atuhaire estiveram no país para acompanhar o julgamento de Tundu Lissu, em maio do ano passado.
Relatórios de organizações de direitos humanos já haviam cobrado investigações sobre prisões arbitrárias, torturas e detenções sem comunicação. A condução das eleições do ano passado também é alvo de críticas de oposição e ONGs.
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