- Jovens incendiaram o Hospital Geral de Rwampara, no leste da República Democrática do Congo, na quinta-feira, após a recusa de liberar o corpo de um homem suspeito de ebola.
- Testemunha informou que a polícia tentou acalmar a situação, mas não houve sucesso.
- O vice-comissário sênior Jean Claude Mukendi confirmou que os jovens não entenderam os protocolos de sepultamento e queriam levar o corpo para casa.
- As autoridades reiteram que os corpos devem ser sepultados conforme as normas durante o surto de ebola.
- A Organização Mundial da Saúde classificou o surto como emergência de saúde pública de interesse internacional e, até sexta-feira, o número de mortes na RDC chegou a 177.
Um grupo de jovens incendiou nesta quinta-feira (21) o Hospital Geral de Rwampara, no leste da República Democrática do Congo, região de Ituri, após a negativa para a liberação do corpo de um homem suspeito de ter morrido de ebola. A ação ocorreu em meio a tensões com as autoridades sanitárias sobre os protocolos de sepultamento.
Segundo a Associated Press, a polícia interveio para conter o episódio, mas não houve sucesso em acalmar os presentes. A autoridade local, o vice-comissário sênior Jean Claude Mukendi, explicou que o grupo não compreendeu os procedimentos de sepultamento exigidos durante o surto.
Mukendi afirmou que a família, amigos e outros jovens pretendiam levar o corpo para casa para o funeral, porém as normas estipulam sepultamento conforme orientação das autoridades de saúde. O hospital foi parcialmente danificado pelo fogo.
A Organização Mundial da Saúde classificou o surto atual de ebola na África como emergencia de saúde pública de interesse internacional. Nesta sexta-feira (22), a OMS informou que o total de mortes na RDC subiu para 177.
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