- A Corte de Cassação de Roma negou o pedido de extradição de Carla Zambelli para o Brasil, mantendo-a presa na Itália.
- A decisão, tomada por seis magistrados na sexta-feira, segue para avaliação do ministro da Justiça italiano, Carlo Nordio.
- O caso já facilita o trânsito em julgado, com a próxima palavra final a cargo do titular da pasta italiana da Justiça.
- Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em uma pena de dez anos de prisão.
- Em outra ação, ela foi condenada a cinco anos por perseguição a um homem negro em São Paulo; deixou o Brasil antes da conclusão do caso e é considerada foragida.
A Corte di Cassazione de Roma negou o pedido de extradição de Carla Zambelli para o Brasil. Seis magistrados decidiram nesta sexta-feira (22) que a detenta deve permanecer em uma das unidades prisionais italianas. A decisão é a última instância do sistema de justiça italiano.
Zambelli permanece presa por ordem do Supremo Tribunal Federal. Ela foi condenada por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com pena de 10 anos de prisão. Em outra ação, foi condenada a 5 anos por perseguir um homem negro em São Paulo, com uma arma em punho.
A ex-deputada deixou o Brasil antes da sentença definitiva e foi considerada foragida. A polícia italiana prendeu após aviso de autoridades brasileiras. Com a negativa da extradição, o caso transita em julgado na Itália e segue para avaliação do ministro da Justiça Carlo Nordio, que terá a palavra final.
Próximos passos
A etapa seguinte envolve a análise ministerial, que pode confirmar ou modificar a decisão anterior. A avaliação é de caráter político, distinta da análise estritamente técnica da Justiça italiana. Não há prazo fixo para a manifestação final do ministro.
Entre na conversa da comunidade