- Lula afirmou que temia ser destratado em público durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
- O temor se baseia em ataques anteriores de Trump a líderes da África do Sul e da Ucrânia durante visitas à Casa Branca.
- O presidente brasileiro pediu que não fosse liberado à imprensa o acesso a partes do encontro, para evitar constrangimentos.
- A conversa nos Estados Unidos, no início do mês, teve como tema principal tarifas impostas pelo governo americano sobre produtos brasileiros.
- O Brasil conseguiu reverter os principais pontos do tarifaço, ganhou 30 dias para discutir as cobranças e sugeriu adiar temas polêmicos como etanol e aço, priorizando itens de maior interesse para o Brasil e possíveis exportações de equipamentos de saúde.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter lavado as mãos da ideia de ser destratado publicamente durante a visita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A consideração veio à tona em entrevista à TV Brasil, na sexta-feira, 22 de maio, e tem relação com episódios anteriores envolvendo Trump com líderes estrangeiros.
Segundo Lula, o tema surgiu porque Trump já expôs líderes de outros países a situações constrangedoras, especialmente durante visitas à Casa Branca. O presidente brasileiro relatou ter pedido que não houvesse transmissão visual de partes do encontro, para evitar exposição indevida.
A conversa entre Lula e Trump ocorreu nos Estados Unidos, já que o encontro foi realizado na Casa Branca no início deste mês. Embora tenha sido considerado bem-sucedido por aliados de Lula, não houve entrevista conjunta aos jornalistas.
No desenrolar da pauta, as negociações com os EUA concentraram-se principalmente em tarifas. O Brasil conseguiu reverter os principais pontos do tarifário, mas permaneceu a possibilidade de novas taxações, com prazo de 30 dias para futuras discussões.
Além de tarifas, as autoridades brasileiras indicaram uma estratégia de postergar temas com menor viabilidade de acordo imediato. O governo brasileiro quer evitar atritos em áreas como etanol e aço, ainda que mantenha o diálogo aberto.
Como alternativa, o governo brasileiro busca avançar em itens de maior interesse mútuo, especialmente equipamentos de saúde. A ideia é reduzir tarifas para facilitar a compra por sistemas públicos de saúde, ampliando as exportações de itens de alto valor agregado.
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