- Andry José Hernández Romero, hairstylist e maquiador venezuelano, foi deportado dos EUA para El Salvador e pediu asilo na Espanha, onde aguarda a primeira audiência em breve.
- Ele deixou a Venezuela no início de fevereiro e diz buscar um recomeço em solo espanhol, onde espera tratamento mais humano do que teve nos EUA ou em seu país.
- Hernández afirma se sentir seguro na Espanha e pretende reconstruir sua vida, mantendo o foco em sua carreira e na saúde mental.
- O caso está ligado à deportação de 252 venezuelanos sob a Alien Enemies Act para Cecot, a prisão de El Salvador, embora ele negue qualquer ligação com gangues.
- A Espanha tem políticas de imigração mais flexíveis e venezuelanos foram o grupo que mais buscou proteção internacional no país em 2025, com mais de 25 mil pedidos até 30 de abril.
Andry José Hernández Romero, maquiador venezuelano, pediu asilo na Espanha após ser deportado pelos EUA para El Salvador. Ele deixou a Venezuela no início de fevereiro, buscando proteção internacional ao não se sentir seguro no país de origem nem confiante nas autoridades americanas para retornar.
O homem, de 33 anos, havia fugido de perseguição por sua orientação sexual e oposição ao governo venezuelano. Em entrevista, afirmou que agora se sente seguro na Espanha e acredita que terá tratamento mais humano durante o processo de asilo.
Hernández está com a primeira audiência de asylum marcada para os próximos dias, em solo espanhol. Ele descreve o país como receptivo a imigrantes e à comunidade LGBTQ+, o que o levou a buscar uma nova chance.
Contexto e desdobramentos
No ano passado, Hernández e mais 252 venezuelanos foram deportados para El Salvador pelos EUA, sem devido processo, o que gerou preocupação entre grupos de direitos humanos. A situação envolveu denúncias de abuso psicológico e físico, bem como de violência sexual, durante a detenção.
Organizações de defesa de migrantes destacam que o caso de Hernández ilustra tensões entre políticas de imigração e a proteção a pessoas perseguidas. A defesa dele argumenta que não há ligação com gangues, conforme alegado pelas autoridades.
Na Espanha, onde aguarda a entrevista, autoridades têm adotado políticas de regularização mais tolerantes em comparação com outros países europeus. Dados oficiais indicam que, em 2025, venezuelanos foram o grupo que mais procurou proteção internacional no país, com mais de 25 mil pedidos até 30 de abril deste ano.
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