- O ministro do Interior do Paquistão, Syed Mohsin Naqvi, participou de nova rodada de conversas com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, em Teerã, para definir uma estrutura para encerrar a guerra.
- As negociações visam concluir as diferenças entre Teerã e Washington, que seguem divergentes sobre o estoque de urânio do Irã e sobre o controle do Estreito de Ormuz.
- Naqvi atua como intermediário para apresentar a proposta de fim do conflito e resolver as discordâncias entre os países.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse buscar recuperar o urânio enriquecido do Irã, enquanto Teerã afirma que o material não deve sair do país; Trump também criticou a ideia de pedágios no estreito.
- O conflito tem impacto global, elevando preços do petróleo e gerando preocupação com inflação, com a Agência Internacional de Energia alertando para risco de escassez no mercado.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, recebeu, em Teerã, o ministro do Interior do Paquistão, Syed Mohsin Naqvi. O encontro ocorreu na sexta-feira e tratou de propostas para encerrar a guerra na região. O objetivo é estabelecer uma estrutura para resolver diferenças entre as partes envolvidas.
Naqvi atua como intermediário para encaminhar posição paquistanesa nas negociações com Teerã. As conversas chegaram dois dias após ele ter apresentado uma nova mensagem dos EUA aos iranianos, segundo agências iranianas Tasnim e ISNA.
A disputa envolve o governo americano e o Irã, com questões-chave ainda em aberto, como o enriquecimento de urânio e o controle do Estreito de Ormuz. Washington mantém divergências com Teerã sobre o estoque de urânio iraniano.
O Irã e os EUA discutem ainda a viabilidade de um acordo que inclua sanções, compensações por danos e retirada de tropas estrangeiras, de acordo com relatos de fontes iranianas citadas pela Reuters. Lacunas permanecem entre as partes.
Foco no urânio
Diante das tratativas, o governo de Donald Trump afirmou que pretende recuperar o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã, considerado por Washington como potencial arma nuclear. Teerã sustenta uso apenas pacífico.
Segundo fontes próximas, o aiatolá Khamenei determinou que o urânio não deve sair do país, o que complica eventuais acordos com EUA. Trump também criticou a cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz, alegando que a rota deve permanecer aberta.
Economia global e petróleo
A guerra provoca impactos na economia mundial, elevando os preços do petróleo. A Agência Internacional de Energia sinalizou que o mercado pode chegar a uma “zona vermelha” entre julho e agosto, diante da demanda de verão e incertezas geopolíticas.
O Estreito de Ormuz, até então uma das principais rotas de exportação de petróleo, registrava queda no tráfego, antes da guerra, com cerca de 125 a 140 passagens diárias. As negociações visam reduzir esse risco para o abastecimento global.
Rosnas de liderança
Analistas observam que as negociações seguem com reservas. Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, disse que houve sinais positivos, mas alertou que não há solução se o Irã insistir em pedágios ou controle sobre o estreito. A comunidade internacional monitora os desdobramentos com cautela.
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